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sábado, 14 de novembro de 2009

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

A publicação da Lição da Escola Bíblica Dominical neste Site, é fruto da obediência a Deus. Ele pôs em minha mente o propósito de fazer a divulgação do conteúdo espiritual que recebemos em nossas Igrejas a cada manhã de domingo, é para que semanalmente nossos irmãos que se encontram espalhados pelo mundo a fora, possam igualmente participar do mesmo pão.
No cumprimento a esta missão de divulgar o Evangelho por lugares desfavorecidos do acesso a este conteúdo diretamente da Revista, os Missionários possam igualmente compartilhar deste pão com os filhos de Deus sob suas orientações, do mesmo ensino recebidos da Palavra de Deus no Brasil, publicado na Revista; Lições Bíblicas da Escola Dominical veiculado através deste Site.
Tenho a certeza de que estou cumprindo como servo do Senhor meu Deus, mais uma vez, o dever de servo, junto a evangelização internacional, nacional e Igrejas que não desfrutam de acesso favorável e de um conteúdo organizado especificamente para o ensino pessoal e em grupo como igrejas e etc.
Em virtude da cobertura do Blog ser a nível internacional, utilizamo-lo como o veículo adequado para o cumprimento dessa tarefa de levar esta Mensagem a todos os continentes de nosso planeta,o mais belo de todos no Universo, que só foi criado por causa do homem.
À Missão Nacional, Internacional e Igrejas.

LIÇÃO 07
15 de Novembro de 2009.

TEMA
A EXPANÇÃO DO REINO DAVÍDICO

TEXTO ÁUREO
“E Davi se ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o Senhor, Deus dos Exércitos, era com ele” ( 2 Sm 5.10 ).

VERDADE PRÁTICA
O Reino de Israel se tornou forte e respeitado tendo Davi como seu rei. O segredo de todo esse êxito foi a benção de Deus.

HINOS SUGE3RIDOS
141, 207,378.

LEITURA BÍBLICA
2 Samuel 5.6-10
6 - E partiu o rei com os seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam naquela terra e que falaram a Davi, dizendo: Não entrarás aqui, a menos que lances fora os cegos e os coxos; querendo dizer: Não entrará Davi aqui.
7 - Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a Cidade de Davi.
8 - Porque Davi disse naquele dia: Qualquer que ferir os jebuseus e chegar ao canal, e aos coxos, e aos cegos, que a alma de Davi aborrece, será cabeça e capitão. Por isso, se diz: Nem cego nem coxa entrará nesta casa.
9 - Assim, habitou Davi na fortaleza e lhe chamou a Cidade de Davi; e Davi foi edificando em redor, desde Milo até dentro.
10 - E Davi se ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele.
INTRODUÇÃO
Mesmo enfrentando inimigos externos – as nações vizinhas -, e também conflitos internos, familiares e governamentais, Davi foi próspero e vitorioso em seu reinado, pelo fato de obedecer a direção de Deus para sua vida. Era também um crente que buscava ao Senhor, amava a sua Palavra, sempre adorava e louvava a Deus. o aprofundamento da sua vida espiritual no deserto e sua dependência do Senhor ali, lhe foi muito proveitoso em seu desempenho como chefe nacional do povo de Deus.
I. A NOVA SEDE DE UM NOVO REINO
1. Jerusalém e sua posição estratégica. Tão logo Davi foi empossado rei sobre todo o Israel, tomou a decisão de conquistar a cidade de Jerusalém, na época conhecida como Jebus (Js 18.28). Centralizada em Canaã, Jerusalém era uma cidade fortificada, situada nas montanhas, o que a tornava militarmente estratégica. Davi iniciara a transformação de Jerusalém num centro nacional religioso. Essa tradição permaneceu forte entre os judeus, e Jerusalém tornou-se o local predileto para se adorar a Deus Jo 4. 20). Esse fato é visto claramente nos Salmos de Davi (SI 122; 137), nos quais é mostrada a importância espiritual que essa cidade ocupava no coração da nação.
Reedificada varias vezes no mesmo local, Jerusalém (não Roma) permanece a Cidade Eterna do mundo, símbolo da Nova Jerusalém, que se ha de estabelecer na consumação dos séculos, quando ela será a metrópole mundial. Isso, durante o Milênio, período em que terá muito esplendor (Is 2.3; Zc 8.22), pois Israel estará a frente das nações que subsistirem ao seu julgamento.
2. Jerusalém e sua importância histórica. Jerusalém já conta com mais de três mil anos de historia e somente esse fato já é suficiente para torna-Ia relevante. Mencionada no Antigo Testamento como "A Cidade de Davi" e também no Novo como "Cidade do grande rei", Jerusalém se tornou importante tanto para judeus como para os cristãos. Para o judaísmo, Jerusalém é importante porque se tornou a cidade de Davi (2 Sm 5.7), e para os cristãos, por ser a cidade do Grande Rei, Jesus Cristo (Mt 5.35).
Ao longo da historia hebraica, Jerusalém aparece em diferentes contextos. Depois do reinado de Davi, seu filho Salomão construiu neste local o Templo e o palácio real. A perspectiva espiritual de Jerusalém e bem documentada nas paginas do Novo Testamento. Por exemplo, em sua carta aos Gálatas, o apostolo Paulo faz um interessante contraste entre a Jerusalém histórica, a qual ele chama de terrena, e a Jerusalém espiritual, a qual ele chama de lá de cima (GI 4.25,26). No perfeito estado eterno de "um novo céu e uma nova terra" (Ap 21), Deus fará a nova e resplandecente Jerusalém descer do céu e pairar nas alturas acima da nova terra (vv.l ,2). Que cena maravilhosa não será?! Leia Apocalipse 21.10,11.
II. UM REINO CRESCENTE DESPERTA INIMIGOS
1. Um período de conquista. Uma vez unificado o reino, Davi da inicio a suas conquistas militares. Sua primeira investida, apos consultar o Senhor e fazer o que este lhe ordenara, e contra os jebuseus, habitantes de Jerusalém (2 Sm 5.6). Apos derrotar os jebuseus, a Bíblia diz que "ouvindo, pois, os filisteus que Davi fora ungido rei sobre Israel, subiram todos para prender a Davi" (2 Sm 5.17). Entretanto, a Escritura informa-nos que ele "feriu os filisteus desde Geba ate chegar a Gezer" (2 Sm 5.25).
Sobre a conquista de Jerusalém, também conhecida como a fortaleza de Sião (2 Sm 5.7), 0 Salmo 2 vai nos mostrar esse fato e apresentá-Io como sendo um tipo da conquista do Messias que viria (SI 2.6). Isso se explica pelo fato de que não somente Davi se torna um tipo do Messias vencedor, mas a própria Jerusalém terrestre, um tipo da celestial (GI 4.26).
2. Reconhecimento lá fora. A vitoria de Davi sobre os jebuseus e posteriormente sobre os filisteus foi apenas o inicio de um extenso período de vitórias nessa nova fase do reino unido de Israel. o texto sagrado destaca que Davi "ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele" (2 Sm 5.10). Essa presença divina na vida e no reinado de Davi foi notória até fora de Israel, o que é demonstrado pelos presentes trazidos pelos mensageiros enviados por, Hirão, rei de Tiro (2 Sm 5.1l). Davi reconhecia que no seu reinado todas as bênçãos materiais e espirituais sobre o povo, a terra e o culto divino procediam de Deus.
Nessa época do reinado de Davi, a Arca da Aliança ficou em Jerusalém numa tenda provisória preparada por ele, pois o Tabernáculo do Senhor estava levantado em Gibeão próximo a Jerusalém (1 Cr 16.39; 21.29). Porem, a Arca estava, como já vimos, em Jerusalém no monte Sião (2 Cr 5.2; SI 116.19). Havia, portanto, culto diante da Arca em Jerusalém (1 Cr 15.29), e diante do Tabernáculo em Gibeão (l Cr 16.39,40). Da tenda provisória que o rei Davi erigiu-Ihe no monte Sião em Jerusalém, a Arca foi transportada para 0 Templo de Salomão também em Jerusalém (1 Rs 8.1-9). A Arca aparece em visão no livro de Apocalipse 11.19, apenas para lembrar a Israel que o tempo da bênção divina nacional, conforme as promessas do Eterno a Israel, é chegado.
III. NOVO REINO, NOVOS ALVOS A ALCANÇAR
1. Adoração ao Senhor. É edificante observar como Davi priorizava as coisas espirituais e primava por isso. Ao chegar ao trono, sua grande preocupação foi cuidar da Arca e do culto ao Senhor. Em seus Salmos, Davi ressalta isso muitas vezes. Será que um dia teremos, em nosso pais, governantes e líderes assim?
A Arca representava a presença de Deus entre o seu povo: "E ali virei a ti e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do Testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel" (Ex 25.22). Quando a Arca foi levada inicialmente para Jerusalém, tanto Davi como os filhos de Israel "alegravam-se perante o SENHOR, com toda sorte de instrumentos de madeira de faia, com harpas, e com saltérios, e com tamboris, e com pandeiros, e com címbalos" (2 Sm 6.5). No transporte da Arca para Jerusalém, os levitas encarregados disso descumpriram preceitos da Lei de Deus sobre o assunto e houve castigo divino com a morte de um levita. Por isso, a Arca permaneceu três meses em casa de Obede-Edom (2 Sm 6.2-11).
2. Um projeto de construção. Davi viveu na Velha Aliança, onde o culto a Deus era prestado no Tabernáculo e, posteriormente, no Templo. Em o Novo Testamento a adoração no templo é substituída pelo "templo adoração", ou seja, o salvo em Cristo e o templo do Espírito Santo (Tg 4.5). A nossa adoração a Deus origina-se pelo Espírito Santo no intimo do nosso ser "em espírito e em verdade" Jo 4.23,24). Adoração não e exatamente o mesmo que louvor. Muitos afirmam louvar a Deus sem, contudo, adorá-lo; isso por ignorância, hipocrisia, engano, etc. Nesta era da Igreja, cada crente e santuário de Deus e, por isso, pode adorá-lo pelo Espírito Santo, que no crente habita, em qualquer lugar (1 Co 3.16).
CONCLUSÃO
Davi, apesar dos seus maus e reprováveis procedimentos que a Bíblia não omite por ser Ela imparcial, tinha o propósito de amar ao Senhor, buscá-lo e consultá-lo em oração, adorá-lo e sempre fazer sua vontade. Por isso, o seu reinado em Israel tornou-se forte e estável. O legado de Davi para a história bíblica e universal e, particularmente, para a Igreja atual, é muito importante pois nela está materializada a história de Israel, bem como uma marcante experiência espiritual. Por conseguinte, Davi é citado em o Novo Testamento por diversas vezes.


Revista Trimestral; “Lições Bíblicas”, Comentarista: ELIEZER DE LIRA E SILVA, 3º Trimestre, Editora CPAD Rio de Janeiro – RJ - 2009.



http://costa-transformando.blogspot.com/



Reproduzido Por: Dc. Alair Alcantara




sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Estados Unidos abrem investigação contra Edir Macedo

Edir Macedo participa de vigília realizada na enseada de Botafogo, em setembro de 2007

Edir Macedo participa de vigília realizada na enseada de Botafogo, em setembro de 2007

Depois de o juiz da 9ª Vara Criminal de São Paulo, Glaucio Roberto Brittes de Araújo, aceitar denúncia do Ministério Público contra o bispo Edir Macedo e mais nove pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus por lavagem de dinheiro, organização criminosa e formação de quadrilha, em agosto passado, os Estados Unidos também decidiram abrir investigação criminal contra os acusados.

O grupo ligado à Universal é suspeito de estelionato, desvio de recursos e de lavagem de dinheiro em território americano, como mostrou reportagem desta quinta-feira do “Jornal Nacional”, da Rede Globo.

Segundo a denúncia dos promotores brasileiros, Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, seria o chefe de uma quadrilha que usava empresas de fachada para desviar recursos doados por fiéis. Em vez de ser destinado a obras sociais, esse dinheiro é usado para enriquecimento pessoal, compra de empresas e uma série de fraudes.

Apenas em 2004 e 2005, as empresas Unimetro Empreendimentos e Cremo Empreendimentos teriam recebido R$ 71 milhões da Universal. O dinheiro teria sido usado em benefício da quadrilha denunciada, o que desvirtua a finalidade das doações à igreja, que tem isenção de impostos.

Nos EUA, a investigação será comandada por promotores de Nova York, com quem autoridades brasileiras fecharam acordo de cooperação. O pedido foi feito pelo Ministério Público de São Paulo, que denunciou à Justiça brasileira Edir Macedo e outros integrantes da igreja.

As investigações em Nova York ficarão a cargo da Promotoria Criminal. O chefe da Divisão de Combate a Fraudes e a Crimes Financeiros é o promotor de Justiça Adam Kaufmann, que já colaborou com autoridades brasileiras em investigações. Ele conseguiu, por exemplo, que a Justiça americana decretasse a prisão do deputado Paulo Maluf (PP-SP), ex-governador e ex-prefeito de São Paulo, por desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro.

“Tipo de fraude bem documentada nos EUA”

Quando esteve no Brasil, recentemente, Kaufmann contou que já investigou também crimes envolvendo igrejas:
De acordo com a investigação no Brasil, a maior parte das operações clandestinas de remessas de dinheiro da igreja foi feita de um prédio, em São Paulo, onde funcionou a Diskline, uma casa de câmbio que, durante 15 anos, trabalhou para a Universal, convertendo reais doados por fiéis em dólares depois depositados nos EUA.

Há um mês, antes da decisão sobre essa apuração, o chefe da equipe responsável pela investigação americana disse que só aceita cooperar com outros países nos casos em que considera as provas consistentes. E afirmou:

- Os criminosos não respeitam fronteiras e buscam todos os meios para salvar o que mandaram para fora. Mas o dinheiro deixa pistas pelo caminho. E o fundamental é seguir esses rastros – disse Kaufmann. O advogado Arthur Lavigne, que representa Edir Macedo e a Universal, disse ao “Jornal Nacional” não ter tomado conhecimento daabertura de investigação nos EUA.

Fonte: O Globo



http://www.aracatinet.com/?p=9563




Reproduzido por: Dc. Alair Alcantara





quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Falha entre PR e SP pode ter causado apagão, diz Itaipu

Usina afirma que vai colaborar na apuração das causas do apagão desta madrugada

Do R7

José Patrício/AEFoto por José Patrício/AE
Veja fotos do apagãoRegião da Sé, no Centro de São Paulo, fica no escuro por causa do apagão

A usina de Itaipu informou, no perfil oficial no Twitter, que indícios apontam que o blecaute que atingiu ao menos 10 Estados, o Distrito Federal e parte do Paraguai durante a madrugada desta quarta-feira foi causado por uma falha na transmissão entre o Paraná e São Paulo. A usina, que diz ter voltado a operar “em condições de normalidade” as 6h, afirma que vai colaborar na apuração das causas do apagão.

O Brasil recebe agora 9.800 megawatts de energia produzida por Itaipu.

- Neste momento, 18 unidades geradoras produzem energia para o Brasil e o Paraguai.


O presidente da Itaipu, Jorge Samek, disse nesta manhã, em entrevista ao programa São Paulo no Ar, que ainda não se sabe a causa do apagão na noite da última terça-feira, mas que a energia produzida pela hidrelétrica foi rejeitada pelas redes de transmissão e que Itaipu funcionava normalmente quando ocorreu o apagão.


O fornecimento de energia já voltou ao normal em boa parte do país. O apagão generalizado começou pouco depois das 22h e afetou os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Espírito Santo, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco e mais o Distrito Federal.

Por volta das 23h30, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o apagão foi de 14 mil megawatts e que o problema começou com a falha em uma linha de transmissão da usina hidrelétrica de Itaipu.

Em nota, a empresa informou que o sistema de Furnas, responsável por levar a energia de Itaipu para o Sul e Sudeste do país, também foi afetado. O fenômeno é chamado de efeito dominó pela usina.

Imediatamente após o apagão, a usina de Itaipu estava com suas máquinas ligadas, girando no vazio, porém, sem possibilidade de transmitir energia, pois as linhas de transmissão que conectam Itaipu ao sistema brasileiro estavam desligadas, diz a nota.

Até o início da manhã desta quarta-feira, Furnas ainda não havia se manifestado sobre o apagão.

Este foi o terceiro blecaute em dez anos sofrido pelo Brasil. O primeiro grande apagão brasileiro aconteceu em 17 de setembro de 1985, quando nove Estados ficaram sem luz por cerca de três horas. Mas o termo apagão ficou “conhecido” mesmo no país em 1999, quando dez Estados e o Distrito Federal ficaram cerca de quatro horas no escuro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir na manhã desta quarta-feira (11) com o ministro de Minas e Energia para discutir as causas do apagão.






http://noticias.r7.com/brasil/noticias/itaipu-diz-que-opera-normalmente-desde-as-6h-20091111.html






Reproduzido por: Liberdade






terça-feira, 10 de novembro de 2009

MELQUISEDEQUE - O "misterioso"




Foto ilustrativa: Encontro de Abraão com Melquisedeque
A relação de Melquisedeque e o sacerdócio de Cristo



Se alguém nos pedisse para citar o nome das pessoas mais importantes do Antigo Testamento, duvido que Melquisedeque estaria em nossa lista. Ele aparece uma vez em Gênesis 14.17-24 e é novamente mencionado em Salmos 110.4. Dificilmente seria considerado um personagem de destaque. Mas o Espírito Santo voltou ao Antigo Testamento e usou essas duas passagens para apresentar uma verdade crucial: o sacerdócio de Jesus Cristo é superior ao de Arão, porque a “ordem de Melquisedeque” é superior a “ordem de Levi”.


Em Hebreus 7, o autor argumenta que, o sacerdócio de Cristo é superior em sua ordem. Em Hebreus 8, a ênfase é sobre a aliança superior de Cristo; Hebreus 9 enfatiza a superioridade de seu santuário, e Hebreus 10 conclui a seção argumentando em favor do sacrifício superior de Cristo.


O povo de Israel estava habituado ao sacerdócio da tribo de Levi. Essa tribo foi escolhida por Deus para servir no tabernáculo (Ex 29; Nm 18). Arão foi o primeiro sumo sacerdote nomeado por Deus. Apesar de suas muitas falhas, os sacerdotes serviram a Deus durante séculos; mas, agora, o autor de Hebreus afirma que tal sacerdócio acabou! A seguir veremos quais argumentos o autor nos mostra, a fim de provar que a “ordem de Melquisedeque” é superior à de Arão:


1)O argumento histórico: Melquisedeque e Abraão (Hb 7.1-10)


O relato desse acontecimento encontra-se em Gn 14.17-24, de modo que é importante fazer uma leitura dessa passagem. O autor da epístola aos Hebreus deseja que seus leitores observem vários fatos acerca desse homem misterioso chamado Melquisedeque.


Ele era rei e sacerdote (vs 1)devemos atentar para o fato que no sistema do Antigo Testamento, o trono e o altar eram separados. As pessoas que tentaram usurpar o sacerdócio foram julgadas por Deus. Todavia, vemos aqui um homem que exercia duas funções: a de rei e a de sacerdote! Arão nunca teve este privilégio. É importante observar que Melquisedeque não era uma “imitação” de sacerdote, antes, era “sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn 14.18-22). Seu ministério era legítimo.


Seu nome é sugestivo (vs 2b)Na Bíblia, muitas vezes os nomes e seus significados são importantes. Hoje em dia, escolhemos os nomes dos nossos filhos sem maior consideração por seu significado, mas não era assim nos tempos bíblicos. Em hebraico, o nome Melquisedeque significa “rei de justiça” – malki: meu rei; tsedek: justiça. A palavra “Salém” – significa “paz” (está ligado a shalom). Portanto o nome Melquisedeque pode ser: “rei de justiça” quanto “rei de paz”. A “justiça” e a “paz” aparecem juntas com freqüência nas Escrituras (Sl 85.10; Is 32.17; Tg 3.17,18; Hb 12.10,11).


Seu histórico familiar é diferente (vs 3)
Melquisedeque era um homem (Hb 7.4), de modo que teve pai e mãe. No entanto, não há registro algum de sua genealogia no Antigo Testamento. Trata-se de algo significativo, pois os antepassados da maioria das pessoas mais relevantes do Antigo Testamento são identificados. Era especialmente importante que os sacerdotes tivessem como comprovar sua linhagem (Ed 2.61-63; Ne 7.63-65). Aqui o autor de Hebreus usa de um argumento baseado no silêncio, mas que, ainda assim, não deixa de ser válido.


Melquisedeque não era um anjo nem uma criatura sobre-humana; também não era uma manifestação de Jesus Cristo no Antigo Testamento. Era um homem de verdade, um rei de verdade, em uma cidade de verdade. Mas, no que se refere aos registros, ele nunca nasceu nem morreu. Nesse sentido, ele é um retrato do Senhor Jesus Cristo, o Filho eterno de Deus. Apesar de Jesus Cristo ter morrido, o Calvário não foi o fim; Ele ressuscitou dentre os mortos e, hoje, vive “segundo o poder da vida indissolúvel” (Hb 7.16). A aplicação é clara: nem Arão nem qualquer um de seus descendentes poderiam afirmar ser “sem genealogia” (Hb 7.3), ter um ministério sem fim nem declarar sacerdote e rei, como Jesus Cristo.


2) O argumento doutrinário: Cristo e Arão (Hb 7.11-25)


O autor avança mais um passo em sua argumentação. Melquisedeque não apenas é maior do que Arão, como também tomou o lugar de Arão! Não é mais “a ordem de Arão” ou a “ordem de Levi”. É, para sempre, “a ordem de Melquisedeque”. Agora você está perguntado: Por que Deus realizou uma mudança tão radical?


Porque tanto o sacerdócio quanto a Lei eram imperfeitos (vv. 11-14)


As palavras traduzidas por “perfeito” e termos correlatos são palavras-chave nesta epístola (Hb 2.10;5.9;6.1;7.11,19;9.9). Significam, essencialmente, “completado, cumprido”. Os sacerdotes do Antigo Testamento não eram capazes, por meio do seu ministério, de completar a obra de Deus no coração do adorador (Hb 7.19). Os sacrifícios de animais não tornavam o adorador algum perfeito aos olhos de Deus (Hb 10.1-3). A lei foi adicionada para servir de “aio” a fim de preparar o caminho para a vinda de Cristo (Gl 3.19; 4.7).


A lei de Moisés não permitia um sacerdote da tribo de Judá (Hb 7.14). Uma vez que o nosso sumo sacerdote é da tribo de Judá, de acordo com sua linhagem humana, então alguma mudança deve ter ocorrido na Lei de Moisés. E foi exatamente isso o que aconteceu! Todo o sistema da Lei do A.T cumpriu-se em Jesus Cristo e foi tirado do caminho (Cl 2.13,14). O cristão foi liberto da lei (Gl 5.1-6) e está morto para a Lei (Rm 7.1-4). Esse novo sistema não significa que o cristão tem o direito de viver sem lei alguma. “Livre da lei” não quer dizer “livre para pecar”. Antes significa que estamos livres para fazer a vontade de Deus. Obedecemos não por uma compulsão exterior, mas por um constrangimento interior (II Co 5.14; Ef 6.6)


Porque o juramento de Deus não pode ser quebrado (vv. 20-22)



Nenhum sacerdote da ordem de Arão foi ordenado e estabelecido com base em um juramento pessoal de Deus. Os sacerdotes araônicos ministravam “conforme a lei de mandamento carnal [físico]” (Hb 7.16). Sua adequação moral ou espiritual não era examinada. O importante era o sacerdote pertencer à tribo correta e preencher os requisitos físicos e cerimoniais corretos (Lv 21.16-24).


O sacerdócio celestial de Jesus Cristo foi estabelecido com base em sua obra na cruz, em seu caráter (Hb 2.10; 5.5-10) e no juramento de Deus. “Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 7.21; Sl 110.4). Atente para essa declaração: “O Senhor jurou e não se arrependerá [voltará atrás]”. A questão foi resolvida definitivamente e não pode ser mudada.


A presença desse juramento dá ao sacerdócio de nosso Senhor Jesus um grau superior de permanência e certeza. Jesus Cristo é o “fiador de superior aliança” (Hb 7.22). O termo “fiador” significa “aquele que garante os termos de um acordo serão cumpridos”. Como mediador entre Deus e o homem (I Tm 2.5), Jesus Cristo é o Grande Fiador. Nosso Salvador ressurreto e eterno garante que os termos da Lei serão cumpridos em sua totalidade. Deus não abandonará seu povo. Mas Cristo não apenas nos garante que Deus cumprirá sua promessa, mas, como nosso representante diante de Deus, também cumpre perfeitamente os termos da lei em nosso nome.


Porque sendo homens, os sacerdotes morriam (vv 23-25)



O sacerdócio não era apenas imperfeito como também era interrompido pela morte. Houve muitos sumos sacerdotes, pois nenhum sacerdote viveria para sempre. A igreja pelo contrário, tem um Sumo Sacerdote, Jesus, o Filho de Deus, que vive para sempre! Um sacerdote imutável significa um sacerdócio imutável, o que, por sua vez, significa segurança e confiança para o povo de Deus. (Hb 13.8).

Qual é a conclusão dessa questão? Hebreus 7.25 declara: “Por isso [porque Ele é o Sumo sacerdote eternamente vivo e imutável], também pode salvar totalmente [para sempre] os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”. A base para essa salvação completa é a intercessão celestial do Salvador. O termo “interceder” significa “ir ao encontro, apelar para, fazer uma petição”. Não se deve imaginar que Deus Pai esteja irado conosco de tal modo que Deus Filho deve sempre apelar ao Pai e suplicar que não julgue o seu povo! O Pai e o filho estão de pleno acordo quanto ao plano da salvação (Hb 13.20,21). Também não devemos imaginar Jesus proferindo orações em nosso favor no céu ou “oferecendo seu sangue” repetidamente como sacrifício. Essa obra foi consumada na cruz de uma vez por todas.


A intercessão diz respeito à forma de Cristo representar seu povo diante do trono de Deus. Por meio de Cristo, os cristãos podem achegar-se a Deus em oração e também oferecer sacrifícios espirituais para Deus (Hb 4.14-16; I Pe 2.5). Alguém disse bem que a vida de Cristo no céu é sua oração por nós.





http://davarelohim.blogspot.com/2009/04/melquisedeque-hebreus-7.html





Reproduzido por: Liberdade






O TRONO DE DEUS - APOCALIPSE 4




A verdadeira adoração é, umas das maiores necessidades da vida da igreja. Adorar é atribuir valor ( Ap 4.11; 5.12), é usar tudo o que somos e temos para louvar a Deus por tudo o que Ele é e faz. Uma das definições mais brilhantes que já li sobre adoração é de William Temple:



"Adoração é a submissão de todo nosso ser a Deus. É tomar consciência de sua santidade; é o sustento da mente com sua verdade; é a purificação da imaginação por sua beleza; é a abertura do coração a seu amor; é a rendição da vontade a seus propósitos"


Uma vez que o céu é um lugar de adoração e o povo de Deus o adorará por toda eternidade, deveríamos começar aqui na terra. O texto de Ap 4 certamente nos ajudará a entender melhor como adorar a Deus e dar a glória que lhe é devida.



ADORAM AO CRIADOR -



Uma das palavras chaves deste capítulo é trono: é usada doze vezes neste capítulo. Aliás, trata-se de uma palavra chave no Apocalipse, em que aparece quarenta e cinco vezes. O trono é um lugar de honra, autoridade e julgamento. Todos os tronos da terra estão sob a jurisdição desse trono no céu. Aquele que criou todas as coisas, está no controle de tudo e levará a história para uma consumação final, onde Ele e sua amada noiva sairão vitoriosos. O trono de Deus é o verdadeiro centro do universo. Que bom saber que o trono que João viu, não está na terra, mas sim no céu! William Hendriksen, ilustre comentarista bíblico afirma: " O universo na Bíblia não é geocêntrico, nem heliocêntrico, mas teocêntrico".



Assentado no trono - O Deus Todo-Poderoso ( vv. 2, 3a) - Para uma igreja perseguida, torturada, martirizada esta é uma mensagem consoladora: saber, que o seu Deus está no trono ( Is 6.1; Sl 99.1) A referência é a Deus o Pai, pois o Filho aproxima-se do trono em Ap 5.6, e o Espírito é retratado diante do trono em Ap 4.5. Notemos que aqui, não há descrição do trono, nem da pessoa que está assentada nele. Por que? Porque Deus é indescritível, nenhuma palavra no mundo, pode descrever quem Deus é. Nenhum lexicógrafo conseguiria expressar quem Deus é. O que João viu quando olhou para o trono só pode ser descrito em termos de brilho, e pedras preciosas. João diz que Ele é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe ( a mais cristalina, a mais pura, sem nehuma mancha). É o nosso diamante. Há uma abundância de luz que emana dessa pedra. E de sardônio ( cor vermelha, a mais translúcida que existe). João vê beleza, riqueza, abundância de luz. Deus é luz e Ele habita em luz inacessível ( I Tm 6.16). A pedra de jaspe ( branca) descreve a santidade de Deus e o sardônio ( vermelho) o seu juízo. Tal é Deus, santo e justo!


Circundando o trono - um arco celeste ( vs 3b) - O arco celeste aqui não é apenas um arco, mas um círculo completo, pois no céu todas as coisas são completas. Nunca use a expressão " arco-íris", como vejo alguns falando. Irís é uma divindade do Egito. Deus não divide a glória Dele com ninguém. O arco celeste lembra a aliança de Deus com Noé ( Gn 9.11-17), simbolizando sua promessa de jamais destruir a Terra com um diluvio. Mais adiante, Deus firmou sua aliança não apenas com Noé, mas com toda a criação. Normalmente o arco celeste aparece depois de uma grande tempestade, mas aqui, ele aparece antes dela. O que a Bíblia quer nos ensinar com isto? Porque a graça de Deus sempre antecede o julgamento. Foi o que o profeta Habacuque clamou:

" [....] na tua ira lembra-te da misericórdia" ( Hc 3.2). Para os filhos de Deus a tempestade já passou, porque Cristo deu a si mesmo para nos resgatar do diluvio do juízo.



Ao redor do trono - os anciãos e seres viventes ( vv. 3,4,6,7) - O arco celeste circundava o trono em plano vertical, enquanto aqui os seres viventes o circundam em um plano horizontal. João vê que ao redor do trono, há também, vinte e quatro tronos. Esses tronos estão ao redor e não no centro. Deus está no alto e sublime trono.


João vê assentados neles, vinte e quatro anciãos. Assentado fala de uma posição de autoridade e poder. A igreja tem a honra não apenas de ser salva, mas também de reinar no céu e ser assistente de Deus no Seu julgamento ( Mt 19.27-28; I Co 6.2). Fomos constituídos reis e sacerdotes ( Ap 1.6). Os sacerdotes estavam divididos em 24 turnos ( I Cr 24.7-18). Aqui somos divididos em igrejas, denominações. Mas no céu seremos uma só igreja: os que foram lavados pelo sangue do Cordeiro. Agora você deve estar perguntando: Quem são os 24 anciãos assentados em tronos? Os 24 anciãos representam o povo fiel de Deus, a "igreja do Velho e Novo Testamento" - a igreja dos patriarcas e apóstolos, a totalidade da igreja de Deus na história. Eles estão vestidos de roupas brancas [ justificação] e usando coroas de ouro [ glorificação]. Portanto, aqui é uma visão não do que é, mas do que há de ser, ou seja, a igreja plena, como será na glória, adorando e louvando a Deus diante do trono, nos céus.


Também ao redor do trono, João viu quatro "seres viventes". São semelhantes aos querubins da visão do profeta Ezequiel ( Ez 1.4-14; 10.20-22), mas seu louvor ( Ap 4.8) traz à memória os serafins de Isaías 6. Warren Wiersbe, profícuo comentarista lança luz sobre estes seres: " Os rostos dos seres viventes são paralelos à declaração de Deus em Gn 9.10 - O Senhor firmou sua aliança com Noé ("rosto como de homem"), com as aves (" semelhante à aguia"), os animais domésticos ( "semelhante ao novilho") e os animais selváticos ( "semelhante a leão"). Outros estudiosos como Arthur Bloomfield pensa que eles ilustram o retrato quádruplo de Cristo nos evangelhos. Mateus é o evangelho do Rei ( o leão). Marcos enfatiza o Senhor como servo em seu ministério ( o novilho). Lucas apresenta Cristo como o Filho do homem, repleto de compaixão. João magnifica a divindade de Cristo, o Filho de Deus ( a águia).


Por fim, o nome que essas criaturas proferem - "Senhor Deus, o Todo Poderoso" - enfatiza o poder de Deus. Estes quatro seres viventes proclamam sem cessar a santidade, a onipotência, e a eternidade de Deus ( Ap 4.8)


Saindo do trono - sinais de tempestade ( v. 5a ) - "Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões". São sinais da aproximação de uma tempestade e lembranças do poder tremendo de Deus ( Ex 9.23, 28 ; 19.16). Esses "sinais de tempestade se repetirão durante o julgamento, sempre vindos do trono e do templo de Deus ( Ap 8.5; 11.19; 16.18). Sem dúvida, Deus já preparou seu trono para o julgamento ( Sl 9.7; 77.18).



O mundo não gosta de pensar em Deus como um Deus de julgamento. As pessoas preferem ver o arco celeste ao redor do trono e ignorar os relâmpagos e trovôes. Sem dúvida, ele é um Deus cheio de graça, mas sua graça reina pela justiça ( Rm 5.21). Essa realidade ficou clara na cruz, onde Deus manifestou seu amor pelos pecadores quanto sua ira contra o pecado.



Diante do trono - as tochas de fogo e o mar de vidro ( vv. 5b, 6) - As sete tochas dão idéia de plenitude e simbolizam o Espírito Santo de Deus ( Ap 1.4, Ez 1.13). O céu não tem um templo no sentido material. O céu como um todo é santuário de Deus para os que servem diante de seu trono santo ( Ap 7.15). O mar de cristal puro simboliza a santidade de Deus, contrastando com Is 57.20.



Louvores ao que está assentado no trono - ( vv 9-11) - Sempre que os seres viventes glorificam a Deus, os anciãos prostam-se diante do trono para adorar o Senhor. O livro de Apocalipse é repleto de hinos de louvor ( Ap 4.8-11; 5.9-13; 7.12-17; 11.15-18).


O tema deste hino é Deus, o Criador, enquanto em Apocalipse 5 os anciãos louvam a Deus, o Redentor. Apocalipse 4 é dedicado ao Pai no trono, enquanto Apocalipse 5 é dirigido ao Filho ( o Cordeiro) diante do trono. O louvor de encerramento ( Ap 5.13) é voltado para ambos, outra prova irrfutável da divindade de Jesus Cristo.



A criação dá testemunho constante do poder, da sabedoria e glória de Deus ( Sl 19). Reconhecer o Criador é o primeiro passo para crer no Redentor ( At 14.8-18; 17.22-31). Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas ( Cl 1.16,17).




Infelizmente o ser humano pecaminoso adora e serve a criatura em vez do Criador, praticando, desse modo a idolatria ( Rm 1.25). O homem lançou a criação no pecado, de modo que a criação boa de Deus ( Gn 1.31) hoje é uma criação que geme ( Rm 8.22); mas, por causa da cruz, um dia ela será liberta e se tornará a uma criação gloriosa ( Ap 8.18-24). Amém!



Bibliografia:


Wiersbe, Warren. Comentário Biblico. Novo Testamento

Lopes, Hernandes Dias. Apocalipse. Editora Hagnos. Ano 2005

Hendriksen, William. Mais que vencedores. Ed. Cultura Crista. Ano 2001






http://davarelohim.blogspot.com/2009/03/o-trono-de-deus-apocalipse-4.html






Reproduzido por: Liberdade






segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Queda do Muro anunciou derrocada da União Soviética, dizem especialistas

SÃO PAULO - Principal símbolo da Guerra Fria, o Muro de Berlim representou, durante 28 anos, um mundo dividido ideologicamente. A queda da barreira física que refletia a diferença entre regimes socialistas e capitalistas anunciou o desmanche da maior potência comunista da época, a União Soviética, e marcou o fim de uma era, segundo especialistas ouvidos pelo Último Segundo.


Esta é uma das reportagens que fazem parte do especial sobre os vinte anos da queda do Muro de Berlim. Entrevistas, artigos, infográficos, galerias de fotos e vídeos buscam mostrar o impacto político, econômico e cultural de um dos fatos históricos mais importantes do século 20.

Getty Images
Soldados da Alemanha Oriental atravessam barreira após queda do Muro

Soldados do lado Oriental atravessam barreira após queda do Muro

"A queda do Muro é o símbolo máximo da falência do sistema comunista e da derrota do socialismo real. Foi o grande impulso que gerou a derrocada da União Soviética", afirma o cientista político Christian Lohbauer, membro do Gacint (Grupo de Análise da Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo).

"É um fato histórico que ultrapassa as dimensões alemãs e europeias, que marcou a vida de todas as pessoas, países e organizações por ser a imagem muito poderosa do fim de uma era", completa Lohbauer.

Para o historiador Angelo de Oliveira Sagrillo, professor de História Contemporânea da USP, a queda do Muro de Berlim evidenciou que a União Soviética deixaria de interferir nos países do Leste Europeu para conter movimentos de resistência ao comunismo, como fez anteriormente na Hungria e na Tchecoslováquia, por exemplo.

As políticas de liberalização e reestruturação na URSS (conhecidas como Glasnost e Perestroika), somadas à afirmação do então secretário-geral do Partido Comunista soviético, Mikhail Gorbachev, de que as tropas soviéticas não iriam interferir no regime comunista da Alemanha, impulsionaram os movimentos de resistência do país. Esses fatores foram cruciais para a queda do Muro e para o fim da União Soviética, dois anos depois.

"O regime comunista caiu primeiro no Leste Europeu porque tinha sido implantado por uma força externa – a URSS –, depois da Segunda Guerra Mundial", explica Angelo de Oliveira Sagrillo. "Na Rússia, ao contrário, a revolução socialista foi um movimento interno, nativo, do povo. Lá o socialismo tinha raízes mais fortes, e por isso conseguiu resistir mais um pouco".

Veja no mapa como foi o colapso da União SoviéticaColapso da União Soviética


O professor ecoa a tese do historiador britânico Eric Hobsbawm, para quem o século 20 foi um "século curto". "Trata-se de um período iniciado em 1917 pela Revolução Russa, que introduziu um regime de produção diferente do capitalismo, e fechado pela queda do Muro de Berlim e pelo fim da União Soviética", acredita.

Para Christian Lohbauer, fatos como a chegada do homem à Lua e os ataques terroristas de 11 de setembro devem rivalizar com a queda do Muro de Berlim quando, nas próximas décadas, os historiadores avaliarem o momento histórico que encerrou a idade contemporânea. Sem hesitar, ele opta pela queda do Muro.

"Toda a História recente do mundo foi transformada por esse símbolo que mudou a humanidade e marcou a cultura universal", afirma, notando que, no dia 9 de novembro de 1989, quando a barreira foi ao chão, nenhum tiro foi disparado.

"O Muro estava ali para durar para sempre. Em 8 de novembro, nenhum cientista político, economista, presidente ou gênio da lâmpada imaginava que ele fosse cair no dia seguinte", acrescenta. "Foi uma daquelas surpresas da História".

Veja no infográfico como era a divisão da Alemanha e um raio-x do MuroMuro de Berlim

Leia mais sobre Muro de Berlim



http://ultimosegundo.ig.com.br/murodeberlim/2009/11/05/queda+do+muro+anunciou+derrocada+da+uniao+sovietica+dizem+especialistas+9010072.html



Dc. Alair Alcantara

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