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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Estudo X - O CASAMENTO DE JOSÉ E MARIA



Apesar de estar pronto para se divorciar de Maria, José aceitou a mensagem do anjo do Senhor para prosseguir com o casamento. Dessa forma, José se tornou o guardião terrestre do Filho de Deus.
A Bíblia revela pouco acerca de José. Pela pouca informação que temos, notamos que era um homem disposto a aceitar a direção divina e acatou a instrução para prover um lar para Maria e seu Filho, Jesus.
José tinha toda a razão para se separar de Maria. Ela estava grávida de uma criança que ele sabia que não era dele.
Deus revelou Sua graça a esse homem fiel enviando-lhe um mensageiro celestial.
Leia sobre o caráter de José (Mat.1:18 e 19).
José era descendente de Davi (Luc.2:4) e um carpinteiro profissional (Mat.13:55). Como não queria prejudicar a Maria, iria assinar os papéis legais discretamente, sem deixar que o caso fosse a julgamento ou apedrejamento (Deut.22:23 e 24).
Quando o anjo apareceu-lhe, revelando que a criança era o prometido Messias, respondeu rapidamente, sem hesitar.
Escolheu não se preocupar com sua reputação ou com as acusações que poderiam ser levantadas contra seus atos.
Ao selecionar um homem para ser o pai terrestre de Jesus, Deus não escolheu alguém rico ou famoso. Deus queria um homem íntegro, compassivo e fiel. A presença dessas qualidades no lar onde Jesus cresceria resultou na melhor atmosfera possível para Seu desenvolvimento. José possuía esses atributos.
Mateus 1:18 informa que Maria estava “desposada” ou comprometida com José. De acordo com o costume judeu, durante esse período de compromisso, ou noivado, o casal já estava unido, mas ainda não tinham vida em comum. Esse relacionamento só podia ser desfeito pelo divórcio. José enfrentou uma situação muito difícil. Qualquer decisão de José traria problemas para Maria. Um julgamento público resultaria em desgraça, humilhação e possivelmente morte. Um divórcio secreto a deixaria desamparada com a Criança que estava para nascer, pois dificilmente outro homem se casaria com uma adúltera. Pensava assim, até que Deus lhe revelou Seu plano.
A vida de Jesus, um milagre – O começo e o final da vida de Jesus na Terra foram assinalados por milagres. Sua vida humana começou com o nascimento através de uma virgem e terminou com Sua ressurreição.
Mais de cem vezes a Bíblia utiliza a palavra “Semente” aplicada ao Messias.
ProfeciaCumprimento
Gen.3:15Mat.1:18; Gal.3:19
Gen.12:1-3Gal.3:16
Jer.23:5 e 6Mat.22:41-46
Seguramente um homem com o caráter como o de José gastava muito tempo orando a Deus para conhecer Sua vontade a respeito de sua vida e da de sua família.
Por que um nascimento Virginal- Maria providenciou a ligação de Jesus com a humanidade e o Espírito Santo proveu Sua ligação com a Divindade. A ausência do envolvimento de um homem significa que a vinda do Redentor é algo que a humanidade não pode realizar por si mesma. A iniciativa foi de Deus. Ele realizou um ato criativo especial.
Mesmo sem entender tudo, imediatamente, José confiou em Deus e não hesitou em seguir na direção indicada (Mat.1:24 e 25). Neste caso, mais do que em qualquer outra situação, fica evidente porque José foi escolhido para ser o protetor de Maria e de seu Filho Jesus. Apesar de o acontecimento anunciado pelo anjo jamais ter sido imaginado por qualquer ser humano, José creu que para Deus, tudo é possível.
A capacidade para confiar em Deus dia-a-dia é desenvolvida com base na Sua direção em nossa vida passada. Sabemos que Deus tem total conhecimento do que é melhor para nós, assim podemos viver um dia de cada vez e deixar o fruto em Suas mãos. Se buscarmos a Deus diariamente, Ele nos dirigirá. 


Reproduzido Por: Dc. Alair Alcantar


Liberdade

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Estudo IX - A GENEALOGIA DA GRAÇA


Podemos claramente ver a graça de Deus na vida das pessoas que Mateus inclui na genealogia de Jesus.
Deus inspirou a Mateus para que pesquisasse a linhagem de Jesus, desde Abraão até José, o “pai” terrestre de Jesus. Mateus inclui algumas pessoas que nós certamente deixaríamos de fora.
O nome Jesus significa “ Jeová é salvação”.
Leia os textos que revelam o propósito da missão de Jesus (Mat.9:12 e 13; Luc.19:10; I Tim.1:15).
Abraão, o Amigo de Deus- Mateus começa sua genealogia, identificando Jesus como “filho de Abraão” (Mat.1:1). Fazendo assim, ele estabelece a identidade de Jesus, o Messias, como herdeiros das promessas feitas a Abraão (Gen.12:1-3; 22:15-18). Essa foi uma providência importante, pois os judeus não apreciavam descendência de “sangue impuro”.
Deus não baseou as promessas na fidelidade de Abraão, mas na Sua própria fidelidade. A Bíblia se refere a Abrão como o “amigo de Deus” (Tia.2:23).
Nos tempos de Jesus, as pessoas davam muita importância à possibilidade de traçar sua árvore genealógica. Em geral, queriam provar que eram descendentes de Abraão. Na teologia judaica da época, essa evidência genealógica tinha muito a ver com a salvação. Pertencer á linhagem de Abraão era considerado suficiente para a salvação porque ele era o pai da nação e através dele viera a promessa e o concerto.
Essa idéia, é claro, não deixava lugar para a graça, o conceito do Servo Sofredor, e a morte e ressurreição do Messias.
Mateus começa sua genealogia ligando Jesus com duas pessoas fundamentais: Davi e Abrão. Assim estabeleceu as credenciais de Jesus. Abraão foi i pai espiritual de Israel e Davi o fundador da dinastia real que “jamais seria destruída”.
Isaque e Jacó revelam a Graça de Deus- A vida de Isaque nos revela, mais uma vez, como uma pessoa pode demonstrar fraqueza, em certos momentos, apesar da bênção de Deus. Deus continuou demonstrando sua graça, ao aceitar Isaque e renovar Seu concerto e promessas (Gen.26:2-5; 26:24 e 25).
Mateus demonstra que a descendência messiânica é mais do que uma relação de parentesco e realeza. É uma linha de graça, um aspecto esquecido pela teologia judaica daquele tempo, mais muito enfatizado por Jesus.
Na genealogia de Jesus, Mateus inclui quatro mulheres. Talvez esperássemos o nome de mulheres importantes como Sara, Rebeca e Raquel, mas Mateus destacou a vida de Tamar, Raabe, Rute e Bate-Seba.
Leia sobre o caráter dessas mulheres:
  • Tamar (Gen.38:6-26)

  • Raabe (Jos.2:1-21; 6:17,22,23 e 25)

  • Rute (Rute 1-4)

  • Bate-Seba (II Sam.11:2-5, 26 e 27)
    A inclusão dessas mulheres na genealogia de Mateus deve ter levantado discussões entre seus leitores judeus. A vida dessas mulheres se constitui num exemplo de desejo de Deus de quebrar o preconceito segundo o qual o Salvador é para os que merecem Sua graça. E a história dessas mulheres demonstra que Deus deseja incluir em Seu reino até os maiores excluídos de nossa sociedade.
    Ancestrais Estranhos- Tamar e Bate-Seba estiveram envolvidas em pecados sexuais iniciados por homens desequilibrados: Judá; (ver Gen.38) ou Davi; (ver II Sam.11). Raabe e Rute não eram judias por nascimento, mas foram consideradas como parte da família de Jesus.
    Tamar tentou cumprir a lei do levirato, que era comum naquela época (casar-se com o cunhado para não perder a propriedade do seu marido, que morrera sem deixar descendência), mas teve que recorrer à sedução sexual para forçar o sogro a dar-lhe o que de direito era seu.
    Raabe era uma prostituta profissional que passou a temer ao Deus de Israel e foi miraculosamente salva por Ele e veio a casar-se com um israelita de linhagem real (Salmon). Rute experimentou o poder do relacionamento com o parente-remidor e em função de sua decisão (Rute 1:16), também veio a fazer parte da linhagem real como a bisavó de Davi.
    Cada uma dessas pessias, por si mesma, é uma ilustração da graça de Deus atuando. A missão do Messias tinha a ver com a salvação, e não se limitava à liberdade política ou individual.
    A experiência de Davi com a Graça- “Davi gerou a Salomão da que fora mulher de Urias”(Mat.1:6). Mateus poderia facilmente ter deixado de relembrar o pecado de Davi com Bate-Seba, mas ele provocou essa menção para nos lembrar da misericórdia de Deus em relação aos pecadores.
    Como Davi tentou esconder seu adultério com Bate-Seba? (II Sam.11:6-17)
    Note como o Salmo 51 mostra a profundidade do arrependimento da Davi depois que o profeta Natã o enfrentou.
    Quando reconhecemos e aceitamos a responsabilidade pelo nosso pecado, Deus imediatamente nos perdoa e nos restaura. Então, experimentamos a alegria do restaurado relacionamento com Deus.
    Pela vida das pessoas que foram incluídas na genealogia de Cristo, fica evidente que Deus olha para o coração e não para as aparências. Podemos ter confiança de que assim como Deus revelou Sua graça a pessoas tão comprometidas com o pecado também derramará Sua graça sobre nós.


    Reproduzido Por: Dc. Alair Alcantara


    Liberdade




  • quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

    Estudo VIII - O SALVADOR UNIVERSAL




    Quando Jesus foi ao templo, ficou irado ao encontrar um sistema exclusivo que barrava a muitos de participar da adoração. Jesus não permitiu o comércio nos átrios do templo, pois isso comprometia o caráter sagrado do culto.
    Quando Jesus esteve na Terra, Israel havia perdido a noção do plano de Deus em relação ao templo e seus serviços (cultos). Uma posição de elitismo religioso havia tomado o lugar da missão de Israel que era “ a luz para os gentios” (Isa.49:6).
    Tudo o que acontecia no templo devia ensinar o plano da salvação aos que não conheciam a Deus. E os israelitas deveriam partilhar suas experiências com relação ao amor de Deus e Sua graça. A natureza de Deus, de receber a todos, é evidenciada pelas bênçãos derramadas sobre os “estrangeiros” que participavam do culto. A participação nos serviços do templo era uma forma de incluir a todos.
    Muitos desejavam separar e dividir. Mas Deus desejava que Seu templo fosse um lugar onde, judeus e gentios adorassem juntos. No templo de Jerusalém havia apenas uma baixa parede divisória entre o pátio exterior e as outras dependências do sagrado edifício. Viam-se nessa parede inscrições em diferentes línguas, declarando que ninguém, a não ser judeus, podia ultrapassar esses limites.
    Qual era a situação do templo, antes da purificação efetuada por Jesus? (Mat.21:12 e 13).
    As autoridades do templo apoiavam essas atividades. Primeiro, porque os adoradores que vinham de longe tinham dificuldade para transportar seus sacrifícios. Segundo, essas autoridades obtinham lucros enormes.
    Através da voz profética (Miq.6:6-8; Sal.40:6-8), Deus havia advertido Seu povo contra a mera multiplicação de sacrifícios. Os sacrifícios deveriam ser uma demonstração do arrependimento que estava no coração. Numerosas eram as cerimônias exigidas do povo, sem a devida instrução quanto ao sentido das mesmas.
    A necessidade de Jesus purificar o templo, perto do final do Seu ministério terrestre, é surpreendente quando nos lembramos de que Ele o havia purificado no início do Seu ministério (João 2:12-22).
    Leia Jer.7:1-11. As palavras de Jeremias eram apropriadas para as circunstâncias dos dias de Jesus. O perigo de corromper o culto a Deus tem sido uma constante, através dos tempos. Da mesma forma que nos dias de Jeremias e de Jesus, podemos cair na prática da adoração destituída do Espírito e do poder de Deus. Unicamente através do relacionamento íntimo com Jesus Cristo é que nosso culto irá brotar no coração.
    Jesus dirigiu Sua ira contra as pessoas quem, por sua influência, estavam atrapalhando os que desejavam adorar a Deus (Mat.21:13). Jesus estava desmascarando o uso que faziam da casa de Deus para aumentar seus lucros pessoais.
    Como os sacerdotes e escribas tentaram escapar da ira de Jesus? (Mat.21:16). A percepção das obras de Deus estava tão distorcida que o louvor a Deus foi encarado com indignação pelos sacerdotes e escribas. Dessa forma, continuaram a justificar seus atos profanos.
    Para entender melhor as atitudes de Jesus, Sua missão como o Salvador de todo o mundo, note o contraste entre Ele e Jonas, a única pessoa do Antigo Testamento que foi chamada para ser um missionário entre os não-judeus.
    Jonas teve dois problemas: 1) creu que Deus era misericordioso demais, e 2) não gostava do povo a quem devia pregar. Jonas foi um bom evangelista, o problema foi que ele não entendeu a importância de salvar o povo a quem foi enviado. Compare com a atitude de Jesus (João 8:12).
    Como as crianças cumpriram a profecia citada por Jesus? (Mat.21:16).
    Como o templo, depois de purificado e restaurado, passou a revelar o objetivo original de Deus? (Oséias 6:6)
    O profeta Oséias estabelece adequadamente como Deus deseja que Seu povo O adore. Com a purificação do templo, Jesus mostrou que simples oferta ritualística de sacrifícios não estava nos planos de Deus. Jesus mostrou o que significa misericórdia e compaixão, os verdadeiros objetivos do culto. A ordem é essencial no exercício da adoração, mas se a estrutura não facilitar o acesso direto de Deus ao coração humano, seu propósito fundamental foi perdido.
    Nosso alvo no culto deveria ser sempre exaltar a Jesus Cristo como o Salvador do mundo, e criar uma tal atmosfera de abertura que fizesse de nossas igrejas “casa de oração para todos os povos”. 



    Reproduzido Por: Dc. Alair Alcantara




    Liberdade






    terça-feira, 26 de janeiro de 2010

    Estudo VII - O CRISTO PASTOR




    O Salmo 23 é um salmo de conforto e confiança. Quão adequada é a comparação do bom pastor com o nosso Salvador. As ovelhas seguem, não lideram, por isso o pastor consegue leva-las pelos caminhos adequados.
    Davi escreveu sobre o cuidado que o pastor tem com a ovelha. Ele conhecia bem os perigos que a ovelha enfrenta e sabia como se livrar desses perigos (I Sam.17:34 e 35).
    O pastor experiente sabe que a ovelha não deve beber demais quando está quente, nem quando seu estômago está cheio de grama indigesta. Por isso, o pastor busca um pasto de grama bem tenra quando a ovelha não consegue digerir bem seu alimento.
    Como a ovelha tem medo de águas muito agitadas, o pastor a conduz para uma fonte calma, onde possa beber sossegada. Como as ovelhas têm visão boa apenas para a curta distância, não é raro que elas entrem por um caminho errado, como está na parábola da ovelha perdida (Luc.15:4-7). Então, quem tem a responsabilidade de encontrar a perdida e reconduzi-la ao rebanho é o pastor.
    O verdadeiro Vale da Sombra da morte...vai desde Jerusalém até o Mar Morto e é um caminho muito estreito e perigoso, que vai pela encosta da montanha. É fácil cair uma ovelha e encontrar a morte nas escarpas, abaixo desse caminho.
    Quando os inimigos naturais se aproximam, o pastor utiliza sua vara para se defender e à ovelha. O pastor também usa a vara quando uma ovelha rebelde precisa ser disciplinada ou quando tem que examinar algum ferimento no animal. Como instrumento de misericórdia, o cajado é usado pelo pastor para indicar a direção, para puxar a ovelha para junto de si, ou para resgata-la de algum abismo.
    Deus é muitas vezes apresentado na Bíblia como um Soberano e General, mas Ele é também apresentado como um Pastor.
    Leia algumas providências do pastor para suprir as necessidades da ovelha (Sal.23:5).
    Nos pastos da Terra Santa, crescem plantas venenosas que podem ser fatias,s e comidas pelas ovelhas. Também há plantas cujos espinhos podem penetrar fundo nas narinas da ovelha causando dores muito fortes.
    Ao preparar um pasto para a ovelha, o pastor tem que ser muito cuidadoso. Essa “mesa” da qual a ovelha vai comer pode conter perigos para os quais ela está despreparada. O pastor vai à frente do rebanho para remover esses perigos antes que chegue a ovelha.
    Se há plantas venenosas, ele terá que arranca-las e destruí-las. Se há predadores, terão que ser removidos.
    O óleo - pelo motivo de as narinas da ovelha serem facilmente feridas ou infectadas, o pastor utiliza óleo como agente de cura ou proteção. Onde há moscas que podem perturbar as ovelhas, o óleo as mantém afastadas. Quando o óleo é aplicado sobre a ovelha, ela muda imediatamente seu comportamento. Acaba a irritação e a inquietude. A ovelha volta a pastar com tranqüilidade e permanece em pacífico contentamento.
    Na Bíblia, com certa freqüência, Israel é retratado como um rebanho sem pastor, sujeito a toda espécie de dificuldade (I Reis 22:17; Ezequiel 34:8).
    Com freqüência, nos momentos de dificuldades, perturbação ou perda, recorremos ao conhecido Salmo 23. A imagem do pastor cuidando ternamente das necessidades de suas ovelhas nos dá a certeza da graça de Deus operando em nossa vida.
    Sabendo que Jesus se identificou como o Pastor, começamos a perceber a ligação íntima entre o pastor e a ovelha. O Bom Pastor pode ser claramente distinguido como Aquele que foi à nossa frente e deu a vida para nos salvar.
    Uma meninazinha foi escolhida para recitar o Salmo 23 num programa da igreja. Mas, quando chegou a hora, ela não recitou como conhecemos, embora o que ela tenha dito seja a verdade: “O Senhor é meu pastor; isso é tudo o que eu quero”. 


    Reproduzido Por: Dc, Alair Alcanta


    Liberdade






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