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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Como Deus é chamado no NT?


A seção Ahh Tahh está de volta!
Eu recebi a seguinte pergunta de um formulado, segue na íntegra:
“No AT o nome de Deus é escrito YHVH, de fato é o nome de Deus. João Ferreira de Almeida traduz (troca) a palavra por SENHOR enquanto a Tradução do Novo Mundo traduz a palavra por Jeová…
Até aí tudo bem. Mas, no NT JFA continua usando o SENHOR e NM continua usando “Jeová”, mas, sei que o tetragrama só é usado no AT, Deus é chamado de quê no Novo Testamento, qual é a palavra usada e qual seria a tradução que chega mais próximo?”
Muito boa essa pergunta, vamos tentar uma resposta:
Deus no NT é chamado simplesmente de Deus (Theós gr.). Por quê? Na fé israelita primitiva não se negava a existência de outros deuses, por exemplo, o primeiro mandamento não nega, só conclama para a adoração exclusiva a Javé. Logo, aceitando a idéia de outros deuses, é necessário diferenciar e distinguir o Deus (El heb.) de Israel, Javé. No decorrer da sua compreensão acerca de Deus, Israel aniquilou a existência de outros deuses (Is 45 etc.). Bultmann diz que no monoteísmo judajaveico do tempo de Jesus “o nome próprio de Deus, Javé, se perdeu, pois ele só fazia sentido enquanto Deus aparecia como sujeito entre outros, sendo necessário diferenciá-lo dos demais por meio de um nome determinado”.[1]
Na tradução grega do AT, a Septuaginta (LXX) o tetragrama YHVH (Iahweh)[2] é traduzido por Kyrios (Senhor), por isso JFA traduz tanto o tetragrama do AT como Kyrios do NT com SENHOR. Mas tem algo importante nesse título Kyrios, pois ele é atribuído a Jesus Cristo no NT, logo, o nome de Deus na aliança do AT é ocupado pelo Cristo no NT. Como diz Ladd: “O Jesus exaltado ocupa o papel do próprio Deus no governo do mundo”.[3]
 Algumas notas sobre o nome de Deus – Iahweh 
Segundo a concepção antiga, o nome não constituía apenas som e fumaça, mas entre o nome e o seu portador subsistia uma mútua relação que denotava a sua característica natural, isto é, o nome contém uma expressão da natureza do seu portador ou, pelo menos, de algo do seu potencial inerente. Deus revela seu nome como um alento num momento de crise e desespero. Deus Revelou seu nome para Moisés num momento de extrema dificuldade.[4]
O nome de Deus, Iahweh, assemelha-se à expressão Eu sou em hebraico (Ex 3.14), ou seja, relaciona-se com o verbo hebraico “ser”, verbo que não significa simplesmente “existir”, mas antes “estar ativamente presente”, tem o sentido de uma presença relacional e atuante. Deus, dá a conhecer o seu nome ao povo, pretendendo lhes revelar seu caráter mais íntimo. Iahweh é o Deus ativamente presente entre o seu povo, nome revelado no momento em que o povo mais precisava (Ex 3; 33.19).
Então, a tradução mais próxima do sentido do nome de Deus não seria EU SOU O QUE SOU, mas EU ESTAREI PRESENTE QUANDO VOCÊS PRECISAREM, isto é, me transformarei naquilo que precisam! Pois “Ser” no AT. não significa um ser em si absoluto, mas antes, um “estar aí/presente/atuante” ou até um “revelar-se como auxiliador”. “Resumindo, a interpretação mais simples é [...] de acordo com Ex 3.14: ele ‘é/se mostra/atua’”[5]
            Jesus Cristo identifica-se com o nome em Jo 8.59, Ele é o próprio Eu Sou encarnado! Deus vem ao encontro da humanidade em Cristo, se revelando e se mostrando atuante como nunca antes na história da salvação!
[1] BULTMANN, R. Jesus. São Paulo: Teológica, 2005. p. 144.
[2] Jeová ou Javé, são a latinização de Iahweh, que é o tetragrama vocalizado (YHWH).
[3] LADD, G. E. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: 2003. p. 575.
[4] ALEXANDER, D. P. (org.) O mundo da Bíblia. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.
[5] SCHMIDT, Werner H. A fé do Antigo Testamento. São Leopoldo: Sinodal, 2004. p. 104.
 
 
Reproduzido Por: Dc. Alair Alcantara


Liberdade



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Estudo III - PROMETIDO O MESSIAS - Parte 2




Os profetas de Deus revelaram detalhes sobre Jesus, começando com Seu nascimento e prosseguindo com Sua vida, morte e ressurreição.
No tempo apontado, tudo estava preparado para a vinda do Messias. A Divindade havia planejado isso desde antes da criação do mundo (I Pedro 1:19 e 20). Isaías, Miquéias e Jeremias foram alguns dos profetas que deram detalhes sobre a vinda do Messias.
Quem seria a mãe do Salvador, e onde nasceria Ele? (Isa.7:14, comparar com Mat.1:22 e 23) e (Miq.5:2, comparar com Mat.2:1).
Leia os textos que revelam sobre a família do Messias (Gen.12:1-3; 17:17-19; II Sam.7:12-16, comparar com Mat.1:1-17).
O Ministério de Jesus- Várias profecias do Antigo Testamento anunciaram o ministério de Jesus. Malaquias se une a Isaías para anunciar aquele que deveria preparar o caminho do Messias. Malaquias também prediz a respeito do ministério purificador do Messias.
Quem era e que faria aquele que viria antes do Messias? (Mal.3:1; 4:5 e 6).
Quando o anjo anunciou a Zacarias o nascimento de João Batista, usou as palavras de Malaquias para explicar a missão do Batista. E, ao falar dessa profecia, Jesus claramente identificou João Batista com a profecia (Luc.7:24-28).
Como Zacarias descreve a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém? (Zac.9:9, comparar com Mat.21:1-5). Poucos dias depois, os gritos de júbilo se transformariam em gritos de “crucifica-o” (Sal.118:22).
Os Salmos 41:9 e 55:12-14 indicam quem haveria de trair o Messias. (Zac.11:12 e 13 e Mat.27:3-10).
Compare as predições e seu cumprimento:
Os profetas que escreveram sobre a crucifixão de Cristo o fizeram séculos antes de o acontecimento ocorrer. O fato de que todas essas predições se cumpriram aumenta nossa confiança na inspiração da Bíblia.
Jesus foi crucificado na sexta-feira e no domingo seguinte, pela manhã, quando as mulheres foram ao sepulcro para ungir Seu corpo, descobriram que Ele já havia ressuscitado (Mar.16:6 e 7). O corpo de Cristo não chegou a passar pela decomposição da morte, exatamente como havia predito pelo salmista (Sal.16).
Salmo 68:18 e 110:1 descrevem a ascensão de Jesus e Sua recepção no Céu. As profecias afirmam que Jesus é o Messias, e que podemos confiar em cada detalhe da Palavra de Deus. Ao aguardarmos o cumprimento das profecias sobre a segunda vinda de Cristo, devemos ter a certeza de que todas as promessas de Deus são confiáveis.
Hoje, muitas pessoas fazem planos com base em declarações de horóscopos ou videntes. Para os cristãos, isso é um absurdo. Mas, até que ponto vai sua confiança na segura Palavra de Deus? 


Reproduzido Por: Dc. Alair Alcantara




Liberdade




terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Estudo II - PROMETIDO O MESSIAS - Parte 1




Quando chegou o tempo para a vinda do Messias, as profecias de Isaías confirmaram que Jesus era o cumprimento das esperanças do pecador.
Desde a promessa de Deus a Adão e Eva, a humanidade tem aguardado a vinda do Salvador (Gen.3:15). Essa profecia apontava para Alguém que viria quebrar o poder de Satanás.
Quando Isaías escreveu as palavras de Isa.9:1-7, os exércitos da Assíria estavam dominando os territórios de Zebulom e Nafatali, duas das tribos do Norte. Era um tempo de completas trevas e aflições. Antes da primeira vinda de Cristo, as trevas espirituais cobriam a Terra. As pessoas necessitavam desesperadamente da mensagem messiânica de luz e esperança. A profecia de Isaías a respeito do nascimento de Cristo trouxe a segurança de que Deus iria reverter as dificudades de Seu povo.
Leia sobre os benefícios que o Messias traria a Seu povo (Isa.9:2-5).
Nenhum de nós teve preexistência. Jesus era diferente. Imagine as reações dos teólogos de Jerusalém, quando Ele afirmou: “Antes que Abraão existisse, Eu sou” (João 8:58). Preexistência não é o mesmo que a teoria da reencarnação, na qual muitas pessoas acreditam hoje. Jesus afirmou ter vivido, desde a eternidade antes de tomar a forma humana.
Isaías declara que antes que a glória do Senhor (Isa.40:5) seja revelada, um trabalho de preparo teria que ser feito. A “voz que clama no deserto” (Isa.40:3) teria que vir antes do Messias.
Os evangelistas identificam essa “voz”do deserto como sendo João Batista (Mat.3:3; Mar.1:2-4; Luc.3:4-6; João 1:23).
Deus nunca deixa Seu povo sem uma mensagem de preparo para a Sua vinda. Da mesma forma como chamou João Batista para preparar o povo para a primeira vinda de Jesus, também nos chama para preparar o mundo para a segunda vinda de Jesus.
No Antigo Testamento, há duas linhas de profecias messiânicas. Uma, enfatiza o Messias poderoso e conquistador, que livraria Israel dos inimigos. A outra linha, descreve o Servo Sofredor e o Pastor, que cuidaria de Seu povo.
A maior parte das pessoas que viviam na época de Jesus se fixava na primeira linha profética, uma vez que tais pessoas estavam vivendo sob dominação estrangeira por mais de 500 anos, e ansiavam pela libertação política.
O que sairia do “tronco de Jessé”? (Isa.11:1). Leia os textos para entender que esse “Renovo”é Jesus (Jer.23:5 e 6; Apoc.5:5; 22:16; Atos 13:22 e 23).
Um aspecto importante na missão de Jesus é Sua compaixão e amabilidade para com os vencidos e manchados pelo pecado.
Quão gratos devemos ser a Deus que não deixou Seu povo sem uma mensagem de esperança no futuro. As profecias sobre o Messias, no livro de Isaías, apontavam com esperança para o vindouro Salvador. O cumprimento dessas profecias na vida de Jesus dá-nos a certeza de que as profecias relacionadas com o segundo advento também se cumprirão. 


Reproduzido Por: Dc. Alair Alcantara




Liberdade






segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Estudo I - O TEMPO OPORTUNO




A Graça Encarnada - Em todos os tempos, a graça de Deus tem sido evidente. Ele tem resgatado do pecado todos os que nEle confiam. A maior revelação da graça de Deus foi a vinda de Jesus a este mundo. O infinito amor de Deus se materializou como carne e sangue na pessoa de Jesus Cristo- Encarnação da Graça.
Graça é...
a) O poder de Deus para salvar do pecado (Tito 3:7 )
b) O poder de Deus para nos transformar em testemunhas eficientes (II Tess.1:11 e 12)

Qual a condição de todas as pessoas? (Rom.3:9-18)
Quando lembramos de que a justiça é a condição para a entrada no reino de Deus (Mat.25:46), fica claro que sem Cristo ninguém entrará nesse reino. E pela graça de Deus essa carência da humanidade é suprida.
Como Deus revelou Sua graça á humanidade? (Rom.5:8 e 15-21).
Cristo não morreu para apaziguar a Seu Pai, nem para induzi-lo a nos amar. Foi o amor divino que concebeu o plano da expiação e salvação, desde o princípio, e Pai, Filho e Espírito Santo atuaram juntos, em perfeita harmonia, para executa-lo (João 3:16; 10:30; 14:16 e 26).
Como João descreve o papel de Jesus na revelação da graça de Deus? (João 1:14-18).
Jesus revelou a graça de Deus, em Sua vida e ministério na Terra. Mas a maior revelação da graça foi a Sua morte na cruz (Rom.5:8). Na cruz, Jesus demonstrou a natureza mortal do pecado. E ainda nos mostrou a imensidão do Seu amor. Ao invés de nos deixar sob a pena de morte, Ele assumiu essa pena.
A graça é uma característica de Deus. É o poder que transforma uma pessoa que crê, de um arrependido pecador em uma nova criatura, e preenche nossas necessidades espirituais a cada dia. A graça também é um favor concedido a alguém que absolutamente não o merecia.
Não merecemos a graça de Deus, nem podemos recompensa-lo por esse dom. Sejamos gratos a Deus pelo presente que é Jesus Cristo, a encarnação da graça. 


Reproduzido Por: Dc. Alair Alcantara


Liberdade












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