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sábado, 24 de janeiro de 2009

Gato de MS recebeu R$ 20 do Bolsa Família por cinco meses

Um gato de estimação fez parte, durante cinco meses, da lista de beneficiários do Bolsa Família em Antônio João (300 km de Campo Grande), um dos municípios mais pobres de Mato Grosso do Sul. O animal, chamado Billy, foi inscrito com nome, sobrenome e data de nascimento por seu dono, Eurico Siqueira da Rosa, coordenador local do programa do governo.

Billy tinha número de identificação social, cartão magnético e vinha recebendo R$ 20 mensais do governo federal como complementação de renda.

A fraude foi descoberta durante a visita de um agente de saúde à casa do suposto beneficiário, em novembro passado.

Recebido pela mulher do coordenador, o agente quis saber por qual motivo a criança Billy Flores da Rosa não havia sido levada para fazer a medição e a pesagem, exigidas para os cadastrados no programa.

A mulher estranhou a pergunta: "Mas o único Billy aqui é o meu gatinho". O agente relatou o diálogo à prefeitura, que abriu sindicância.

"Convocamos testemunhas e exigimos que o coordenador comprovasse a existência da suposta criança que ele cadastrou", disse à Folha a secretária de Assistência Social do município, Neuza Carrillo.

O processo de cadastramento das famílias é de responsabilidade do município. O coordenador, disse a secretária, é encarregado de receber e verificar a documentação dos candidatos ao benefício. Ao final dessas etapas, cabia a ele incluir os dados no sistema on-line do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

"Os documentos não são remetidos a Brasília, somente as informações. Ele se aproveitou disso para criar um cadastro inteiramente falso, com dados como nome, peso e data de nascimento, e depois batizou a invenção com o nome do gato."

Ouvido ao final da sindicância, Rosa admitiu a fraude. Funcionário municipal concursado desde 2006, ele foi afastado em dezembro. Na semana passada, pediu exoneração do serviço público.

Para a secretária, o caso é "absurdo, mas isolado". Ela defende a necessidade de alteração das normas de controle. "Se houvesse um setor em Brasília encarregado de receber e verificar a documentação, fraudes como essa se tornariam mais difíceis do ocorrer."

A prefeitura decidiu recadastrar as 891 famílias que recebem o Bolsa Família na cidade.

Em Antônio João, causou comoção o rumor de que, por conta da fraude, os pagamentos seriam suspensos. "O único benefício bloqueado foi o do gato", disse Carrillo.
A Folha não conseguiu contato com o ex-coordenador.

Em nota, a secretária-executiva-adjunta da pasta de Desenvolvimento Social, Rosilene Rocha, disse que o caso "mostra o esforço que nós estamos fazendo para auditar o cadastro, fazer cruzamento de dados e checar os beneficiários".


http://www.aquidauananews.com/index.php?action=news_view&news_id=140321



sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Gate negocia libertação de refém em Guarulhos

Segundo a PM, vítima, que seria mulher do suspeito, foi ferida.
Não há informações sobre estado de saúde da mulher.

Do G1, em São Paulo

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Polícia isolou área próxima à casa (Foto: Reprodução/TV Globo)

Equipes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar, continuam negociando a libertação de uma mulher mantida refém pelo marido desde as 9h desta sexta-feira (23) em uma casa em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Informações preliminares da PM indicam que a vítima foi ferida pelo homem. Não se sabe, porém, seu estado de saúde nem o motivo da agressão.

Para preservar a área próxima à casa, que fica na Rua Gilberto Dini, a polícia isolou parte da via. Carros do resgate também estavam no local, conforme os Bombeiros.

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http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL969401-5605,00-GATE+NEGOCIA+LIBERTACAO+DE+REFEM+EM+GUARULHOS.html

Gaza, um pesadelo que virou realidade

Alberto Masegosa.


Gaza, 23 jan (EFE).- A Faixa de Gaza parecia hoje um cenário no qual o pior pesadelo se transformara na realidade; seis dias depois do cessar-fogo de Israel e Hamas, o território palestino oferecia uma imagem desoladora.


Na primeira Sexta-Feira Santa muçulmana desde o fim dos ataques israelenses que deixaram mais 1.400 mortos e 5 mil feridos, poucas pessoas passavam pela Gaza capital, onde as ruas estavam quase desertas.


Não se viam forças de segurança do Hamas nem de outros grupos armados, e entre os poucos veículos, destacavam-se, por suas contínuas buzinas, os das agências de auxílio com a bandeira azul da ONU.


A eles, somavam-se as ambulâncias que se dirigiam ao Hospital Al Shifa, o maior da área urbana e abarrotado de pacientes.


Os edifícios bombardeados no centro da cidade eram do Hamas: entre outros, os da televisão A-Aqsa, a delegacia de Al-Abbas e os 16 ministérios do Governo islamita foram reduzidos a massas de pedras e cabos.


Uma escavadeira aplanava o terreno da rua Al Yala que antes era a casa onde foi localizado e morto o ministro do Interior do Hamas, Said Siyam, junto com um de seus irmãos, um de seus filhos e dois milicianos.


"Minha casa tremeu como um pudim e todos nós ficamos gelados, sem saber que fazer", é a lembrança que tem desse dia Shakir Mahmoud, que vive com a família a 300 metros do alvo do ataque, no bairro de Sheikh Raiduan.


A destruição no núcleo urbano mostra sinais de operação cirúrgica, mas na periferia adquire reflexos de ataque indiscriminado.


No leste, os muros da mesquita de Azzadik no bairro de Salam estavam crivados de tiros.


Um pouco mais em cima, também na rua Abe Radbo, as casas de três famílias s haviam transformado em massas de cimento.


As plantações em volta tinham sulcos dos buracos das bombas, que arrancaram muitas árvores frutíferas.


No bairro de Jebalia, no extremo oriental da cidade, o panorama é mais desolador.


Nada fica nessa área, a mais próxima à fronteira com Israel e onde os tanques arrasaram nas duas ultimas semanas de guerra o que na primeira havia resistido de pé aos contínuos bombardeios aéreos israelenses.


Restos de casas, fábricas, oficinas, hangares, lojas e cisternas se amontoavam junto a carcaças de caminhões e de maquinaria, e os cadáveres de cabeças de gado em avançado estado de decomposição.


Crianças e idosos em carros puxados por burros passavam entre os escombros na busca do que ainda pudesse ter alguma utilidade, e grupos de homens se reuniam em torno de fogueiras para se protegerem do frio.


"Isto é o resto da minha empresa", diz Taha Dellul, mostrando com o olhar um bloco de concreto numa estrutura metálica, sobre o qual compartilha sua perda com uma dúzia de ex-empregados.


"Era uma fábrica de elementos para a construção que nos dava o que viver", explica.


"Viemos aqui porque não sabemos outro lugar aonde ir", acrescenta Dellul, que só confia "na comunidade internacional".


"Não confio em Israel, nem no Hamas, nem no Fatah (o movimento nacionalista do presidente palestino, Mahmoud Abbas). Eles não fazem mais do que brigar entre eles e não quero nenhuma das ajudas que nos prometeram", afirma.


"Só confio na comunidade internacional", repete, como um mantra.


A 200 metros, três famílias montaram com toalhas, tapetes, paus e ferros um refúgio junto ao que foi sua casa.


"Uma noite recebi uma chamada pelo celular que me deixou perplexo. Alguém em árabe se identificou como militar israelense e disse que saíssemos porque iria bombardear nossas casas", diz com cara de incredulidade o patriarca de uma das famílias, Helmy Siyam.


"Nós fomos imediatamente e, horas depois, destruíram nossas casas", lembra, sem compreender como o Exército de Israel tinha seu número de telefone.


Pouco depois de concluir a reza do meio-dia na mesquita de Al Katiba - a mais popular da cidade-, o imã Ahmed Abdelaziz Abu Billel pediu aos crentes "paciência e plena confiança em Deus".


"Tende paciência e persevere no caminho do Profeta, porque se o fazemos, Deus nos ajudará", disse a autoridade religiosa desse templo, situado frente ao mar, onde no início da tarde a água e o céu se confundiam na linha de um horizonte cinza.



http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL969167-5602,00-GAZA+UM+PESADELO+QUE+VIROU+REALIDADE.html

Microsoft anuncia 5 mil demissões

A Microsoft anunciou ontem o corte de 5 mil empregos nos próximos 18 meses - mais de 5% de sua força de trabalho -, um sinal de quão fortemente mesmo as maiores e mais ricas empresas estão sendo atingidas pela recessão. Os cortes foram divulgados junto com o anúncio de uma queda de 11% nos lucros da empresa no segundo trimestre do ano fiscal.

As ações da Microsoft afundaram quase 11% durante o dia.

"Estamos com certeza no meio de uma conjunção única de fatores. A economia está nos seus níveis mais baixos, assim como o consumo", disse o presidente da Microsoft, Steve Ballmer, durante uma conferência. Ontem já foram afastados 1,4 mil funcionários - nenhum no Brasil. As áreas afetadas foram pesquisa e desenvolvimento, marketing, vendas, finanças, jurídica, recursos humanos e TI. A maior parte, em Redmond (EUA), onde fica a sede da companhia. Ballmer também avisou que ocorreriam mudanças nas áreas de suporte, operações, cobrança, manufatura e centrais de dados.


Os maiores nomes do setor de tecnologia também anunciaram demissões nos últimos dias. A fabricante de chips Intel e o Google estão entre os que cortaram vagas. As vendas nas festas de fim de ano foram as piores para o setor de computadores pessoais desde 2002.

Em nota para os empregados, Ballmer disse que a Microsoft não é imune aos efeitos da economia. "Os consumidores e as empresas estão evitando gastos, o que afetou as vendas de PCs e gastos com TI", disse. O executivo afirmou que a Microsoft cortou US$ 600 milhões em custos no trimestre, mas que isso não foi suficiente.

Por outro lado, a Microsoft negou que fosse parar de contratar. Durante a conferência de anúncio de resultados, Ballmer disse que a empresa iria aumentar o número de funcionários para apoiar áreas chave durante os próximos 18 meses, incluindo buscas online. Por isso, o número de funcionários teria uma queda de 2 mil a 3 mil, e não o total de 5 mil. Atualmente, a empresa tem cerca de 94 mil funcionários.

"Eu esperava um corte mais profundo", disse o analista da Cowen and Co., Walter Pritchard. "Eles estão tentando evitar cortes excessivos, para obter os mesmos resultados que teriam antes. É como querer ter todo o bolo depois de comer." A fabricante de softwares está reduzindo gastos com viagens, negociadores e equipe de vendas, e afirmou que vai recalcular o projeto de expansão de sua sede em Redmond.

A Microsoft afirmou que essas demissões vão reduzir os custos operacionais em US$ 1,5 bilhão, e se prepara para faturamento e lucro menores na segunda metade do ano. A companhia diz não ser possível prever lucros e resultados para o resto do ano, por causa da volatilidade do mercado.

A empresa afirmou que os lucros no último trimestre caíram para US$ 4,17 bilhões, ou 47 centavos por ação, em comparação com o último ano, quando obteve lucro de US$ 4,71 bilhões, ou 50 centavos por ação. A receita total subiu 2%, para US$16,63 bilhões. Os resultados ficaram abaixo das previsões de Wall Street, de vendas de US$ 17,08 bilhões.

A maior parte do lucro da Microsoft vem das vendas do sistema operacional Windows e de seu pacote de softwares Office, que inclui programas como o Microsoft Word, PowerPoint e Excel. Receita e ganhos encolheram em ambas as divisões.

Um ponto ainda positivo para a gigante de tecnologia são os softwares para computadores que funcionam como servidores corporativos, uma área que ainda cresce.

O analista da consultoria Gartner, Neil MacDonald, afirmou que o setor de servidores pode escapar da crise porque é esse tipo de ferramenta que as empresas utilizam para aumentar sua eficiência e economizar. As ações da Microsoft caíram US$ 2,08, ou 10,9%, no pregão de ontem em Nova York, fechando em US$17.30. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/23/microsoft+anuncia+5+mil+demissoes+3574984.html

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