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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Estudo XI - RELAÇÕES CRISTÃS


Por Pr. Alair Alcântara!!


“Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Efés. 5:21)

Efésios 1-3 deu a teologia básica da Igreja. Do capítulo 4 em diante, Paulo discutiu a aplicação prática dessa teologia à vida cristã, que, entre outras coisas, ele conserva a unidade em meio à diversidade, enfatiza a caminhada cristã e constrói relacionamentos adequados.

Na análise final, o cristianismo é uma religião de relacionamentos dos crentes com Deus e uns com os outros. Não faz sentido pretender ter uma relação vital com Deus sem que esta relação afete a maneira como nos relacionamos com a família e com a comunidade. Igreja, lar e trabalho são os ambientes básicos da vida cristã. Não se pode ser santo na Igreja e demônio em casa.

Sujeitando-vos uns aos outros

Qual é atitude básica do relacionamento cristão? (Efés. 5:21)

A submissão cristã não deve ser confundida com servilismo, mas com a atitude adequada de humildade e consideração mútuas. É fácil reconhecer que essa atitude não é natural do ser humano, mas resultado da plenitude do Espírito, como também é o caso da comunhão e da adoração, dos cânticos e louvores e da gratidão ininterrupta (Efés. 5:19,20).

Assim considerada, a submissão não tem significado que normalmente lhe damos. A visão bíblica da submissão de forma alguma ensina uma posição ditatorial, autoritária e injusta nas relações sociais, onde um exerce pode e outro rasteja desamparado. Onde a submissão se constitui uma violação à consciência, ou contradiz a vontade de Deus, a posição corajosa de Pedro: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29) deve assumir o comando. O que a esposa, ou a filha, deve fazer quando o homem da casa insiste em que ela caia na prostituição a fim de atender suas necessidades econômicas? O que o filho deve fazer se o pai lhe ordena colocar-se na rua para vender drogas? Submeter-se? Nunca. A submissão nas relações humanas nunca é absoluta nem inquestionável. Na sua fronteira está a vontade de Deus. Submissão “no temos de Cristo” requer respeito por parte da esposa e dignidade e honra por parte do marido. Nenhum filho de Deus deve se tornar nem deve ser tratado como capacho.

Autoridade (Efés. 5:22 e Efés. 6:1,5)

A posição de liderança de Cristo é o modelo ao qual a Igreja se sujeita. Da mesma forma, a posição de liderança do marido, pai e senhor deve seguir o modelo estabelecido pelo cristianismo. Autoridade não é tirania nem é ilimitada. De fato, Paulo argumenta que tanto a autoridade como a submissão devem ser exercidas em Cristo. Amor, não poder, é a motivação por trás da autoridade para preservar a ordem de uma unidade organizacional como a casa ou o lar.

Diante do Senhor, todos estamos em igual condição: pecadores, necessitados da graça divina. Embora os conceitos de autoridade e submissão tenham sido pervertidos, isso não significa que não sejam bíblicos. Os que estão em posição de autoridade devem sempre lembrar-se de quem são em relação para com Deus e para com os que podem estar sob sua autoridade. Marido e esposa (Efés. 5:22-25)

Esta longa sentença é um testamento cristão sobre a santidade do casamento, que precisamos afirmar cada vez mais fortemente, nesta época em que o casamento se encontra sob ataque. A taxa de divórcio está crescendo cada vez mais, e o papel do lar na sociedade está cada vez mais abandonado. O apóstolo aconselhou os crentes a darem atenção a dois pontos significativos:

1-) Deus criou o casamento. Ele ordenou que homem e mulher se tornassem uma só carne. É por essa ordenança que o casamento recebe sua santidade.
2-) No casamento, o marido é descrito como a cabeça, assim como Cristo é a cabeça da igreja. A liderança de Cristo é definida pelo que Ele fez: amou a Igreja, sacrificou-se. A Igreja é como uma noiva com seu noivo (Cristo). Paulo está ordenando que o marido faça o que Cristo fez, e que a esposa responda como a Igreja fez.

Submissão e amor não colocam os cônjuges em posições antagônicas no casamento, mas os une. Afinal, submissão significa entregar-se totalmente ao outro.

Filhos e pais (Êxodo 20:12 e Efés. 6:1-4)

Nenhuma outra religião ou filosofia fez tanto pelas crianças como o cristianismo. Willian Wilbeforce, cristão devoto, fez cessar o trabalho infantil na Inglaterra. Willian Carey, pioneiro das missões cristãs, agiu para pôr fim ao casamento infantil e à cremação das viúvas na Índia. Ainda hoje, em áreas rurais da Índia, crianças não desejadas são sufocadas ou envenenadas, e os hospitais e pastores cristãos instalam berços fora de suas portas, para que essas crianças sejam colocadas ali, sem que ninguém note.

Na cultura romana, crianças fracas e deformadas eram afogadas (Barclay). Em uma época assim, Paulo escreveu aos pais cristãos e a seus filhos em uma famosa cidade romana. Como as crianças devem ter ficado encantadas por serem reconhecidas na carta do grande apóstolo!

A educação cristã deve começar em um lar cristão, e a primeira lição que as crianças devem aprender é a obediência e honra aos pais no Senhor. A primeira responsabilidade que os pais devem ter é a de ser modelos coerentes, não provocando os filhos à ira por uma vida de hipocrisia e incoerência. “Uma família bem ordenada, bem disciplinada, é um poder maior para demonstrar a eficiência do cristianismo, do que todos os sermões do mundo”.

Escravos e Senhores (Efés. 6:5-9)

O Império Romano tinha milhões de escravos nos dias de Paulo. Toda a estrutura econômica e social dependia do trabalho escravo. O direito de propriedade de um ser humano sobre outro, sem qualquer consideração ou respeito aos direitos e à dignidade que lhe foram outorgados por Deus, deve ter sido revoltante para um líder profundamente espiritual e sensível como Paulo.

Paulo reconhece que os escravos não podem mudar suas circunstâncias, mas podem conquista-las. Aqui temos uma boa filosofia cristã: embora não possamos destruir o mal no momento, não devemos deixar que o mal nos destrua.

O conselho de Paulo aos senhores é bastante específico. Ele os lembra que também têm um Senhor no Céu, de quem receberam graça e perdão dos pecados. Vem daí o seu apelo para que os senhores de escravos sejam bondosos, e não ameaçadores para com os seus servos.

O ministério de Paulo produziu frutos, e muitos senhores de escravos se tornaram cristãos fervorosos, juntamente com seus escravos.

O cristianismo não é uma filosofia, mas as boas-novas de relações redimidas. O Evangelho mostra seu poder não na arena de Atenas ou nas câmaras do Senado romano, mas nas ruas de Éfeso. Paulo sabia que uma teologia de redenção- maravilhosa como possa ser- só pode ter relevância se criar um mundo de novas relações.

Postado Por Pr. Alair Alcântara

Liberdade

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Estudo X - A CAMINHADA CRISTÃ


Por Pr. Alair Alcântara!!!


“Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Efés. 5:8) Andai em amor (Efés. 5:1,2)

Os crentes são chamados a serem imitadores de Deus. Deus em Cristo é nosso modelo em tudo. Então somos aconselhados a andar em amor. Pelo menos três princípios emergem das palavras deste texto.

Primeiro, o amor de Cristo é abnegado. É o amor ágape: um amor baseado em princípios, não na emoção. Andar em amor é amar quem não merece.

Segundo, o amor de Cristo é sacrifical. Cristo carregou a cruz da vergonha e abriu mão da Sua vida para que a humanidade fosse redimida. Andar em amor é abandonar o eu a fim de servir a outros.

Terceiro, o amor de Cristo é reconciliador. Cristo reconciliou todas as relações quebradas e trouxe completa unidade. (Romanos 5:102 Coríntios 5:18)

Andar à vista do juízo (Efés. 5:3-7)

Uma das grandes tragédias da vida é viver como se Deus não existisse, ou não levar em conta a Sua existência. Essa atitude provoca uma vida restrita ao presente, sem pensamento do futuro. Mas a visão bíblica da vida indica que a História está se movendo em direção a um ponto final, quando toda a humanidade deverá responder diante do juízo de Deus (2 Coríntios 5:10 e Hebreus 9:27). A ira Divina é o juízo contra o mal e seus filhos. Por causa dessa certeza de julgamento, Paulo apelou aos crentes: “Não sejais participantes com eles”. Com quem? O verso 6 se refere aos que falam “palavras vãs”. Esses eram falsos mestres ainda apegados às filosofias pagãs, negando a realidade do pecado e do juízo final. Não é de admirar que Paulo os advirta a afastar-se dessas pessoas e das suas filosofias, pois elas se opõem à verdade como é em Jesus.

Andar na luz (Efés. 5:8-14)

Se a escuridão representa antiga vida, a luz representa a nova. O apóstolo reconhece que os crentes se moveram das trevas para a luz. Costumamos comparar luz com conhecimento intelectual, conhecimento dos fatos; e escuridão, com ignorância dos fatos.

Andar na luz significa reduzir frutos de bondade e justiça. Como filhos da luz, os cristãos devem viver de forma a reprovar os males das trevas. Na voz e nos atos, os cristãos devem ser reconhecidos por sua posição contra cada manifestação do mal.

Andar com sabedoria (Efés. 5:15-17)

Nossa caminhada cristã, disse Paulo, deve ser diferente da caminhada do mundo. Devemos estar atentos ao juízo por vir em tudo o que fazemos. Necessitamos esforça-nos por andar na luz. Agora, Paulo acrescenta outra dimensão: andar com sabedoria. O mundo existe unicamente por causa de Deus; tudo o que existe só está aí pela vontade de Deus. Então, não é de admirar que a sabedoria consista em conhecer a vontade de Deus, pelo menos na medida em que pudermos. Embora haja muito a respeito de Deus e Sua vontade que não podemos conhecer, podemos saber que Seu desejo em relação a nós é que vivamos em pureza, santidade, vida que reflita Seu amor e Seu caráter. Deste modo, alguns dos mais espertos no mundo vivem na ignorância e escuridão mais brutal.

Andar na plenitude do Espírito (Efés. 5:18-20)

Até aqui, no capítulo 5, Paulo falou de três elementos da caminhada cristã: amor, luz e sabedoria. Agora, acrescenta um quarto elemento e, talvez, o mais eficaz: “Enchei-vos do Espírito”. A vida cristã é saudável e completa quando está sob o dom e a iluminação do Espírito Santo.

Embora Paulo tenha usado o álcool em seu exemplo, ele realmente poderia falado sobre qualquer outra coisa que se interponha entre o crente e o poder do Espírito Santo. Paulo está fazendo uma profunda declaração teológica, fundamental para a experiência do novo nascimento e da santificação que vem como resultado do trabalho do Espírito Santo. A pergunta que cada cristão deve fazer é: Sob o controle de quem estão meu corpo, minha mente e minhas emoções? Estão sob o controle do álcool, da cobiça, da sensualidade ou de alguma outra coisa que possa dificultar minha caminhada com Deus? Se qualquer outra coisa nos controlar, certamente seremos desviados do caminho.

Postado Por Pr. Alair Alcântara

Liberdade

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A bênção sacerdotal e a bênção apostólica


Por Pr. Alair Alcântara!!!

“Fala a Arão, e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel; dir-lhes-eis: O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor levante sobre ti o seu rosto, e te dê a paz.” (Números 6:23-26)
“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” (II Coríntios 13:13)
Esses dois textos são conhecidos, respectivamente, como a bênção sacerdotal e a bênção apostólica. O primeiro se encontra no Velho Testamento, nos livros da lei, e o segundo, no final de uma das epístolas do apóstolo Paulo. Esses textos tem bastante a nos ensinar, individualmente; mas o contraste entre os dois é um exemplo e um resumo da diferença entre a velha aliança e a nova, o Velho e o Novo Testamento.
Quero listar algumas características da bênção sacerdotal. Em primeiro lugar, ela se dirigia aos filhos de Israel. Em segundo lugar, cita tão somente o Senhor, no hebraico Jeová, o nome do Deus uno. Em terceiro lugar, está no singular. Em quarto, menciona três coisas: o rosto de Deus, a misericórdia e a paz.
Já na bênção apostólica, observamos um contraste considerável. Em primeiro lugar, ela se dirige a todos os que crêem, judeus ou gentios. Em segundo lugar, cita as três pessoas da Trindade, a saber, Deus o Pai, Jesus Cristo o Filho, e o Espírito Santo. Em terceiro lugar, está no plural. Em quarto, menciona três coisas: a graça, o amor e a comunhão.
A diferença entre as duas bênçãos está, de fato, na revelação de uma pessoa apenas — a saber, Jesus Cristo. Porque nele os gentios puderam novamente tomar parte das bênçãos dadas aos judeus:
“Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois um novo homem, assim fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade; e, vindo, ele evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto; porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.” (Efésios 2:13-18)
Porque nele vemos revelada plenamente a Trindade:
“Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mateus 3:16-17)
Porque nele está a raiz da igreja, o unigênito feito primogênito, o único que morreu para que muitos tivessem vida:
“Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram; e ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (II Coríntios 5:14-15)
“Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e por meio de quem tudo existe, em trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelos sofrimentos o autor da salvação deles.” (Hebreus 2:10)
E porque, se antes Deus não se via plenamente, ele se revelou em Cristo; se precisávamos da misericórdia de Deus, e ansiávamos pela paz, em Cristo temos acesso a graça sobre graça, em Cristo vemos revelado o amor de Deus, e nele temos acesso ao que nos possibilita a comunhão cristã, a unidade do Espírito:
“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. (…) Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.” (João 1:14,17-18)
“Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo. Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.” (I Coríntios 12:12-13)
Cristo é a diferença entre o Velho e o Novo Testamento, sendo ele o cumprimento da velha aliança, e o agente da nova aliança, já que esta foi firmada sobre o seu sangue; em Cristo se cumpre a bênção sacerdotal, individual, da lei; e na igreja, no corpo de Cristo, se cumpre a bênção apostólica, pelo sacrifício perfeito de Cristo, para que em tudo o Senhor Jesus, o Filho de Deus, seja exaltado, e para que tudo venha a convergir nele.
“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo; sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas, feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.” (Hebreus 1:1-4)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Estudo IX - VIVENDO A NOVA VIDA


Por Pr. Alair Alcântara!!!


“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, vos perdoou” (Efés. 4:32).

A apresentação de Paulo sobre as implicações práticas da unidade cristã começou com um chamado aos cristãos, tanto judeus como gentios, para que andassem “de modo digno da vocação a que foram chamados” (Efés. 4:1). Essa caminhada impõe várias demandas sobre nós. A primeira é a preservação da unidade do corpo de Cristo em meio à diversidade. A segunda, (este estudo), requer que andemos em um novo caminho, decisivo para manter a unidade sobre a qual Paulo fala.

Esse novo caminho não é uma modificação ou melhoria do antigo. É uma transformação radical que rejeita os valores antigos e adota um estilo de vida totalmente novo. É uma mudança de Senhor: de Satanás para Cristo.

Despojando-se do velho homem- (Efés. 4:17-22)

A vida cristã começa com um claro rompimento com o passado, e Paulo apelou aos efésios para que não mais andassem “como os gentios”.

Em sua descrição aos efésios, Paulo usa palavras como escuridão, ignorância e cegueira, coisas que os levaram à decadência moral. Por causa do pecado, a mente deles não podia compreender as verdades espirituais. Como resultado, sua vida era desperdiçada na inútil busca de Deus em si mesmos, nos ídolos desprezíveis ou na vã filosofia. Eles se perdiam em ensinos fantasiosos e viviam na escuridão espiritual. Sua sensibilidade moral estava tão comprometida que não podiam fazer distinção entre o bem e o mal. Os prazeres do corpo, comportamento particularmente imoral e contrário aos padrões, haviam se tornado seu passatempo favorito.

Revestindo-se do novo homem (Romanos 12:1-2Efés. 4:20-24)

Quando aceitam a Cristo, os crentes abandonam o antigo estilo de vida dos gentios. Mas ainda não é suficiente. O cristianismo não é uma religião de negação. Espera-se que o crente se erga a um plano mais elevado de vida moral e espiritual.

Como os crentes devem ter a mente renovada? (Romanos 12:21 Coríntios 2:9-16Filipenses 4:8,9)

Viver a nova vida (Efés. 4:25-29)

O apóstolo não é um teórico afastado da realidade. Ele esboça quatro imperativos da nova vida, simples mas vitais para manter bons relacionamentos:

1-) Deixe a mentira; fale a verdade.
2-) Irai-vos e não pequeis – não dê ao diabo a oportunidade de usar a ira para destruir a unidade e o relacionamento.
3-) Não furte mais; antes trabalhe – trabalho honesto, vida desinteressada, generosidade e defesa dos direitos dos outros são marcos da nova vida em Cristo.
4-) Guarde sua língua, seja edificante no que fala – a fala do cristão deve edificar e construir.

Não entristeçais o Espírito de Deus (Efés. 4:30)

A Igreja de Éfeso teve início quando o apóstolo impôs as mãos sobre os crentes para receberem o Espírito Santo (Atos 19:1-7). Não é de admirar que Paulo fale tanto sobre o Espírito Santo nesta epístola – pelo menos doze vezes.

Leia o que Paulo diz sobre o que o Espírito na carta aos efésios (Efés. 2:18Efés. 3:16Efés. 5:9 e Efés. 6:17).

Paulo dava grande importância ao papel do Espírito Santo na vida do crente e na congregação. Vem daí seu conselho: Não entristeçais o Espírito Santo. Essa declaração revela que o Espírito não é simplesmente um poder Divino, mas uma Pessoa ativa da Divindade, sensível aos relacionamentos. Entristecer o Espírito Santo é equivalente a entristecer o Pai e o Filho.

Sede imitadores de Deus (Efés. 4:31,32 até Efés. 5:1)

A ordem de Paulo para os salvos que agora que agora vivem como um corpo unido de judeus e gentios é que andem na nova vida. Essa nova vida envolvem muitos verbos: abandonar, adotar, perseverar e não entristecer o Espírito.

Quando pai e filho têm um relacionamento íntimo e próximo, passando tempo um com o outro e compartilhando as atividades da vida, freqüentemente o filho tende a ser como o pai. Assim, quanto mais tempo passamos com Deus em oração, meditação e estudo, mais semelhantes a Ele podemos nos tornar.

“A aquisição de membros que não foram renovados no coração e reformados na vida é uma fonte de fraqueza para a igreja. Esse fato é muitas vezes passado por alto. Alguns pastores e igrejas acham-se tão desejosos de assegurar um aumento de membros, que não dão testemunho fiel contra hábitos e costumes não cristãos” (Testemunhos para a Igreja, Vol. 5 pag. 731)


Postado Por Pr. Alair Alcântara

Liberdade

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