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terça-feira, 26 de maio de 2009

Gripe A poderá ter “saído” do laboratório


Gripe AA Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou ontem que os seus cientistas investigarão a tese de um perito australiano que afirma que o vírus H1N1 da gripe A foi produto de um ‘erro humano’ num laboratório.
‘Pedimos aos nossos peritos que determinem se há provas. Por ora, é demasiado cedo para dizer algo a esse respeito’, declarou o porta-voz da OMS, Gregory Hartl.

O cientista australiano Adrian Gibss, que participou na formulação do antiviral Tamiflu, utilizado no tratamento da nova forma de gripe, afirma que as características genéticas do vírus H1N1 fazem supor que foi cultivado em ovos, um método utilizado em laboratórios.
Hartl adiantou que a prioridade da OMS é determinar o risco que representa o vírus H1N1, avaliar o seu desenvolvimento e ajudar os países membros da organização a estarem preparados para uma eventual pandemia.

Entretanto, a médica Sylvie Briand, investigadora do programa de gripe da OMS, reagiu hoje a informações sobre uma alegada resistência do vírus tanto ao Oseltamivir, como ao Zanamivir, fármacos considerados também eficazes contra a gripe A.
‘O vírus reage aos dois fármacos’, confirmou Briand, explicando que as dúvidas se devem a uma confusão com a gripe sazonal, ‘que o ano passado e no anterior mostrou uma certa resistência’ a esses antivirais.

Relativamente à possibilidade de o novo vírus ser menos perigoso do que se temia, a perita disse que está a ser comparado com o causador da pandemia de 1918, conhecida como gr ipe espanhola, e reconheceu que parecem ser dois vírus de ‘características diferentes’.
‘Mas isso não é suficiente para dizer que estamos perante um vírus suave porque é bastante novo’, acrescentou, recordando que se desconhece ‘como é que as populações reagirão à nova patogenia’.

Para esclarecer as muitas interrogações sobre a infecção causada pelo vírus, Briand rejeitou ser necessário elaborar um ‘índice mundial, pois a agressividade pode variar segundo o lugar, inclusive pode ter níveis de agressividade diferentes dentro de um país’.
Explicou que o nível de agressividade é determinado pelas característica do vírus (facilidade com que se transmite e em que proporção de casos requer tratamento) e a vulnerabilidade da população.

Neste último factor intervém ‘a imunidade preexistente’ na população (difícil de determinar) e a incidência de doenças crónicas (pulmonares, cardiovasculares, diabetes e imunodeficiência).
Todas estas considerações serão decisivas, acrescentou Briand, na hora de a OMS tomar uma decisão de iniciar ou não, em coordenação com a indústria farmacêutica, a produção de uma vacina contra a gripe A.

Sobre a revisão do nível de alerta mundial de pandemia (actualmente na fase 5 de uma escala de 6), admitiu que pode ser reconsiderado caso se deixem de observar casos importados e a epidemia diminua em países com alto número de pessoas afectadas.
A OMS informou hoje que os casos de contágio ascendem já a 5.728 em 33 países.

Fonte: Correio do Minho





http://noticias.maisportugal.com/gripe-a-laboratorio/

Coreia do Norte lançou mais dois mísseis, diz Coreia do Sul

Internacional


Coreia do Norte lançou mais dois mísseis, diz Coreia do Sul

A Coreia do Norte costuma testar mísseis em momentos de tensão na região Clique para ampliar a imagem

A Coreia do Norte realizou nesta terça-feira testes com dois mísseis, poucas horas depois que o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou, por unanimidade, seu teste nuclear, de acordo com notícias divulgadas pela Coreia do Sul.

A agência de notícias estatal sul-coreana Yonhap disse que a Coreia do Norte lançou os dois mísseis de curto alcance de uma base na costa leste do país.

O lançamento ocorre em um momento em que diplomatas das Nações Unidas começam a formular uma resolução para punir a Coreia do Norte pelo teste nuclear subterrâneo na segunda-feira. O teste foi sucedido do lançamento de pelo menos três mísseis, ainda na segunda-feira.

Vizinho imprevisível
A punição pode incluir mais sanções contra o país. A correspondente da BBC nas Nações Unidas, Laura Trevelyan, disse que as atuais sanções contra o país podem ser ampliadas, incluindo punição contra companhhias norte-coreanas envolvidas no programa nuclear.

Diplomatas ocidentais vão observar atentamente se a China vai apoiar sanções mais duras. A China vem relutado em apoiar medidas que, o país acredita, podem desestabilizar seu vizinho de comportamento imprevisível.

A comunidade internacional manifestou preocupação com as atividades norte-coreanas. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou com os líderes do Japão e da Coreia do Sul para garantir a eles que seu país está comprometido com a segurança no nordeste da Ásia.

O embaixador da Rússia nas Nações Unidas (ONU) disse que o teste nuclear norte-coreano era uma clara violação da resolução 1718 da organização, que impôs sanções contra a Coreia do Norte depois de seu primeiro teste, em 2006.

Mais cedo, a Coreia do Norte declarou em nota divulgada pela agência de notícias estatal KCNA, que está claro que a "política de hostilidade" dos Estados Unidos para com o país não mudou.





Fonte: BBC Brasil








http://midiacon.com.br/materia.asp?id_canal=16&id=18179

Líder de oposição em Mianmar nega acusações em julgamento


Prisão de Insein

Suu Kyi foi levada para uma prisão de segurança máxima

A líder da oposição de Mianmar, Aung San Suu Kyi , negou no tribunal ter violado os termos de sua prisão domiciliar quando um americano visitou sua casa, em Yangun.

Suu Kyi, que foi levada a uma prisão no último dia 14 para aguardar o julgamento, disse que não se deu conta imediatamente da presença do intruso, mas foi informada mais tarde por uma assistente.

Numa rara concessão, o regime birmanês permitiu a presença de alguns diplomatas e jornalistas locais no tribunal.

A expectativa é de que Suu Kyi, detentora do Nobel da Paz em 1991, seja condenada a até cinco anos de prisão. O julgamento começou há pouco mais de uma semana.

O processo vem sendo criticado como sendo uma forma encontrada pelos militares para manter a líder da oposição presa até depois das eleições programadas para o ano que vem.

Esta foi a primeira vez que Suu Kyi prestou depoimento no processo. Ela foi acusada pelo governo militar depois que o americano John Yettaw passou a noite em sua casa, onde ela passou a maior parte dos últimos 19 anos em prisão domiciliar.

"Não fiquei sabendo (da visita) imediatamente. Fui informada às 05h00. Minha assistente me disse que um homem havia chegado", disse Suu Kyi no tribunal.

Ela contou ter dado "abrigo temporário" ao intruso, e disse que não informou as autoridades. Segundo Suu Kyi, o homem deixou sua casa às 23h45, no dia 5 de maio.

"Só sei que ele foi para o lado do lago. Não sei que direção ele tomou porque estava escuro."

Mas os generais do regime afirmam que o incidente foi planejado para constranger o governo.

Veredicto

Há sinais de que as autoridades querem dar um fim rápido ao julgamento.

O advogado de Suu Kyi, Nyan Win, disse na segunda-feira que a promotoria cancelou as últimas testemunhas, para que sua cliente fosse chamada a depor, mesmo sem ter tido a chance de conversar com ele antes.

Nyan Win disse ter "absoluta certeza" de que as autoridades estão tentando apressar o julgamento e que "pode ser que elas já tenham escrito o veredicto".

Há informações conflitantes sobre se o governo birmanês pensa ter o direito de manter Aun San Suu Kyi detida independente do resultado do julgamento.

Em um comunicado, o governo militar disse que a líder pró-democracia passou apenas quatro anos e meio em prisão domiciliar de um máximo de cinco anos, e por isso o regime pode legalmente estender sua pena por mais seis meses.

Mas um alto oficial da polícia disse que as autoridades vinham considerando libertar Suu Kyi, como um gesto humanitário, antes da visita do americano.

Já os advogados da líder da oposição dizem que sua sentença de cinco anos expira nesta semana.






http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/05/090526_suukyidepoe_ba.shtml

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